Mundo
19/06/2008 - 03h53

Barack Obama diz que Bin Laden não deve ser um mártir

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da Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama afirmou nesta quarta-feira que quer julgar o terrorista Osama Bin Laden para impedir que ele se torne um mártir, mas reconheceu que ele poderia ser morto se os Estados Unidos o capturassem.

"Em primeiro lugar, acredito que haja uma ordem expressa para caçar Osama bin Laden", disse o senador em uma conferência. "Se eu for presidente, e tivermos a oportunidade de capturá-lo, não deveremos encontrá-lo vivo."

A campanha de Obama afirmou que ele se referia a um memorando aprovado em 1998 --e revelado à Comissão do 11/9--, que dava permissão à CIA (agência de inteligência dos EUA) para matar o terrorista se ele fosse encontrado.

Obama não revelou quais seriam as medidas para julgar Bin Laden se ele fosse encontrado, mas citou o tribunal de Nuremberg [que julgou generais nazistas contra crimes contra o direito internacional, após a Segunda Guerra Mundial] como um modelo.

"O importante para nós seria fazer isso de um modo que permita ao mundo entender os atos criminosos cometidos e impedir que ele se torne um mártir", completou.

Obama foi questionado sobre Bin Laden durante uma conferência com autoridades e analistas da segurança nacional. A reunião ocorreu depois que a campanha do rival republicano John McCain citou que Obama tinha uma visão muito inocente sobre o terrorismo, característica de antes dos atentados terroristas de 11 de setembro.

Republicanos

A bordo de seu avião de campanha, Obama afirmou que não aceitará lições dos republicanos sobre qual candidato manteria país mais seguro.

"Me nego a discutir segurança nacional com pessoas que são responsáveis pelas mais desastrosas campanhas de política externa na história recente dos Estados Unidos", disse Obama, se referindo à invasão do Iraque, em 2003.

"Osama e seus subordinados --aqueles que mataram mais de 3.000 americanos-- têm refúgio seguro no noroeste do Paquistão, de onde eles operam com certa liberdade uma rede que pode divulgar gravações para todo o mundo", disse Obama.

"Este é o resultado mais próximo de Bush-McCain de uma guerra ao terrorismo."

Em sua entrevista no avião de campanha, Obama disse ainda que é previsível que os republicanos "farão o que eles fazem em todos os ciclos eleitorais, que é usar o terrorismo como uma arma para fazer os americanos terem medo de ganhar as eleições". O democrata ressaltou, contudo, que não acredita que a "velha" tática funcionará neste ano.

Guerra do Iraque

A campanha presidencial deste ano entrou em uma série de trocas de críticas muito similar à da disputa presidencial de 2004, quando o presidente George W. Bush e outros republicanos argumentaram que o candidato democrata John Kerry era muito despreparado para enfrentar o terrorismo, um argumento que impulsionou a candidatura republicana e garantiu muitos votos para a reeleição de Bush.

Mas com a Guerra do Iraque em seu sexto ano com um gasto estimado em US$ 1 trilhão e mais de 4.000 soldados norte-americanos mortos, o tema fica cada vez mais impopular entre os eleitores.

Em 2006, o argumento republicano sobre o despreparo dos rivais em lidar com o conflito não garantiu a liderança no Congresso e na Casa dos Representantes, ambos liderados pelos democratas.

Pesquisas de opinião mostram que a Guerra do Iraque, que estava no topo das preocupações dos eleitores nas eleições de 2004, estão agora em segundo lugar, perdendo para a difícil situação econômica enfrentada pelo país --situação que os democratas culpam nos gastos do governo para manter o conflito.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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