Obama recusa US$ 84 milhões do sistema de financiamento público
da Associated Press, em Washington
O provável candidato democrata Barack Obama afirmou hoje que ele recusará o sistema de financiamento público para as eleições gerais, o que representa uma quantia de cerca de US$ 84 milhões (R$ 135,1 milhões).
Obama, que ficou conhecido como uma "máquina" de arrecadação por seus constantes recordes, preferiu não usar o dinheiro para não ter que obedecer a exigência de não arrecadar dinheiro de doadores privados.
Obama será o primeiro candidato presidencial a recusar o fundo desde de que o Congresso aprovou as regras atuais de financiamento de campanha, em 1970. O seu rival, o provável candidato republicano John McCain, demonstrou interesse em utilizar o recurso, mas ainda não se pronunciou oficialmente.
A equipe de campanha de Obama disse que o senador decidiu não utilizar o dinheiro público porque McCain já está usando verba arrecadada entre doadores privados em sua campanha. Isso significaria que McCain não pode mais utilizar este dinheiro.
Para Obama, a arrecadação de fundos de campanha não é um problema. Ele arrecadou um total de US$ 272 milhões (R$ 444 milhões) até abril, segundo relatórios entregues à Comissão Eleitoral Federal. Já seu rival, conseguiu apenas US$ 90,5 milhões (R$ 148,6 milhões) até o mesmo mês.
A verba do sistema de financiamento público de campanha vem de contribuições de US$ 3 (R$ 4,80) que os cidadãos norte-americanos fazem voluntariamente, quando entregam seus impostos de renda.
Sistema falido
"Não é uma decisão fácil e especialmente porque eu apóio um sistema robusto de financiamento público das eleições", disse Obama aos seus colaboradores, em uma vídeo mensagem.
"Mas o financiamento público de eleições presidenciais como existe hoje está falido e nós encaramos oponentes que se tornaram mestres em usar este sistema quebrado", continua.
Obama afirmou que McCain e o Comitê Republicano Nacional usam contribuições de lobistas de Washington e comitês de ação política, que podem arrecadar quantias ilimitadas de dinheiro para comerciais de televisão que não passam pelo controle das campanhas. Eles são conhecidos como 527, em referência à seção do código de taxas dos Estados Unidos que governa tal grupo.
"E nós já vimos que ele não vai parar os boatos e os ataques de seus aliados no controle dos grupos 527 que gastarão milhões e milhões de dólares em doações ilimitadas", disse Obama.
O advogado da campanha de Obama, Robert Bauer, disse que vai se encontrar com os advogados de McCain para discutir os termos de uso do sistema público de financiamento. Bauer adiantou, contudo, que as campanhas não concordam sobre os limites de gastos e sobre a presença de grupos externos nas convenção nacionais partidárias, que oficializam as candidaturas.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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