Mundo
19/06/2008 - 12h32

Discurso pró-exploração de petróleo pode ajudar McCain na Flórida, diz pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

A maioria dos eleitores da Flórida diz concordar com o pedido do provável candidato republicano John McCain pelo fim da proibição da exploração das reservas marítimas de petróleo.

Uma pesquisa realizada pelo site político Rasmussen Reports mostrou que 61% dos eleitores da Flórida --um Estado tido como crucial para as eleições de novembro-- concordam com a tese de McCain de que a exploração destes recursos reduziria os preços do petróleo e do combustível.

Outros 34% apoiaram a opinião do seu rival, o democrata Barack Obama, de que o uso destes recursos não afetará o preço da gasolina nos postos de combustível.

LM Otero/AP
Texto: Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., speaks during a campaign event at Missouri State University in Springfield, Mo., Wednesday, June 18, 2008. (AP Photo/LM Otero)
Republicano John McCain durante evento em universidade no Missouri

O tema, que poderia causar sérios danos à campanhas eleitorais em outros anos, é visto por analistas como um assunto chave para a votação deste ano, quando o galão de gasolina passa de US$ 4 (R$ 6,43).

McCain escolheu arriscar e, pelo menos na Flórida --que tem 27 dos 270 votos eleitorais necessários para as eleições gerais--, a estratégia mostra bons resultados.

Nesta terça-feira (17), McCain apresentou suas propostas para a crise energética que incluem o fim do banimento federal da exploração das reservas marítimas de petróleo e a construção de novas refinarias e reatores nucleares.

Entre os republicanos, como esperado, a aprovação da proposta de McCain é ainda maior, 85% dos entrevistados concordam com o uso do recurso. A surpresa vem entre os democratas --45% apóiam a medida de McCain e apenas 48% concordam com Obama. Entre os independentes, 51% afirmaram que a medida efetivamente reduzirá os preços.

Efeito positivo

A sondagem apontou que McCain lidera as intenções de voto no Estado, com 47% das intenções de voto contra 39% de Obama. Outros 6% afirmaram que votarão em outro candidato e 8% se disseram indecisos.

Contudo, quando informados que McCain favorece o fim da proibição e Obama se opõe, McCain lidera por uma margem um pouco maior maior, 49% contra 38% do senador democrata.

Embora seja um crescimento pouco significativo no cenário nacional, o fato de parte dos eleitores --em sua grande maioria homens-- terem mudado seu voto para McCain pela sua postura no assunto pode indicar uma estratégia bem sucedida para a campanha republicana.

O cenário também se mostra positivo para McCain quando os eleitores são questionados sobre sua visão do candidato. O senador por Arizona é visto favoravelmente por 57% dos eleitores de Flórida contra 51% que apontam uma visão positiva de Obama. Este cenário aponta um crescimento de sete pontos percentuais para McCain em um mês e três pontos percentuais para Obama, no mesmo período.

Na disputa presidencial de 2000, Flórida foi o cenário de uma grande polêmica. Com o republicano George W. Bush e o democrata Al Gore praticamente empatados, o Estado tornou-se um campo de desempate.

Após acusações de contagem errada dos votos e alteração dos resultados, Bush acabou levando o Estado e a Presidência dos EUA.

A pesquisa foi conduzida nesta quarta-feira, um dia após McCain anunciar sua proposta pela liberação do uso das reservas de petróleo nas áreas litorâneas do país.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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