Mundo
20/06/2008 - 15h06

Obama se reúne com governadores para discutir economia

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Colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama reuniu-se em Chicago com 16 governadores democratas em uma mesa de discussão sobre economia. Em pauta, a necessidade de políticas de manufatura melhores e maior investimento na infra-estrutura nacional.

O encontro foi uma oportunidade de Obama se mostrar como um candidato forte, cercado de diferentes líderes democratas, entre eles, alguns que apoiavam Hillary, outros vindos de Estados pêndulos essenciais para as eleições de novembro.

A reunião --que abordou um dos temas de maior influência na votação deste ano-- foi uma evidência clara de que o Partido Democrata efetivamente se uniu em torno de seu nomeado e que estão prontos para disputar a Presidência com McCain.

Alex Brandon/AP
Texto: Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill., center, speaks during a meeting of Democratic Governors, Friday, June 20, 2008, at the Chicago History Museum in Chicago. (AP Photo/Alex Brandon)
Barack Obama conversa com 16 governadores democratas, no Museu de História de Chicago

"Você merece e você precisa de um parceiro na Casa Branca e um presidente que entende que nossa prosperidade não vem de Washington ou Wall Street", disse Obama, citado em reportagem do "Washington Post".

No painel, estavam Kathleen Sebelius, do Kansas; David Paterson de Nova York, Ed Rendell da Pensilvânia, Janet Napolitano do Arizona, Ted Strickland de Ohio, Jennifer Granholm de Michigan, Jon Corzine de Nova Jersey, Christine Gregoire de Washington; Mike Easley da Carolina do Norte, Ted Kulongoski do Oregon, Dave Freudenthal de Wyoming, Martin O'Malley de Maryland; Bill Richardson do Novo México, Jim Doyle de Wisconsin, David Baldacci do Maine, Jim Manchin da Virgínia Ocidental e a mulher de Chet Culver, governador de Iowa que não pode comparecer devido as enchentes que afetam o Estado.

"Nós deveríamos investir em nossas habilidades, o capital humano, a educação e o bem-estar de nossos eleitores", disse Obama.

Além dos pedidos por novas políticas, o grupo reclamou sobre a liderança econômica de do presidente George W. Bush e o tratamento dado pelo governo federal aos seus Estados.

Granholm, de Michigan, afirmou que 400 mil empregos na manufatura foram perdidos durante seu mandato.

Strickland, de Ohio, afirmou que ele recebeu ligações na semana passada de companhias estaduais dizendo que 12 mil vagas estão a ponto de serrem fechadas.

Ainda segundo o "Post", Freudenthal, de Wyoming, afirmou que os assuntos de meio ambiente são importantes para seu Estado e que está ansioso para ter "um parceiro para uma mudança, em vez de um ditador".

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O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu Obama diante de eleitores judeus contra os boatos que por meses circulam em toda a internet afirmando que ele é secretamente um muçulmano.

Embora não tenha endossado Obama, Bloomberg --político independente-- alertou um grupo de judeus em Boca Raton, Flórida, que a tentativa de desenhar Obama como um muçulmano é uma campanha para afetar o apelo do democrata neste eleitorado.

A campanha contra Obama --que é cristão-- 'ameaça desfazer os enormes laços que os judeus e os muçulmanos construíram neste país', disse o prefeito.

Ainda segundo Bloomberg, que é judeu, as mentiras estão "disfarçadas sob preocupações com Israel, mas são realmente sobre política partidária. "Este é o pior lado da política e nós temos que rejeitá-lo claramente e inequivocamente", continuou.

A defesa passional de Obama na frente da platéia de judeus na Flórida pode ajudar o democrata a conquistar alguns votos no crucial Estado, que tem grande parcela de eleitores judeus.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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