Hamas diz que não acabará com tráfico de armas a Gaza
da Folha Online
O líder do grupo radical islâmico Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, disse nesta sexta-feira que o grupo não irá interromper o tráfico de armas para dentro do território, apesar do cessar-fogo acordado com Israel, segundo o jornal israelense "Haaretz".
O fim do tráfico de armas é uma das principais demandas de Israel no acordo de trégua mediado pelo Egito entre Israel e o Hamas, que passou a vigorar na quinta-feira.
Grupos militantes levam armas e munição a Gaza através de túneis na fronteira com o Egito e com barcos através da costa. Israel também demanda que o Egito aumente os esforços para interromper o fluxo de armas a Gaza a partir de seu território.
| Arte Folha Online |
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"Não podemos falar sobre cessar o tráfico porque é algo além da nossa habilidade como governo e não nos comprometemos nessa questão", declarou Haniyeh a fiéis, antes das rezas desta sexta-feira, na cidade de Gaza, citado pelo "Haaretz".
Haniyeh disse ainda que o Hamas não irá impor a trégua através da força a outros grupos militantes, mas afirmou que outros grupos haviam concordado em aderir voluntariamente ao cessar-fogo.
O Egito, que passou meses trabalhando no acordo de trégua, disse que irá aumentar seus esforços para acabar com o tráfico em sua fronteira.
Ceticismo
Mark Regev, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro, declarou que o acordo de cessar-fogo incluía o fim dos ataques a Israel perpetrados por todos os grupos militantes e o fim do tráfico de armas.
O Hamas e Israel interromperam os confrontos na faixa de Gaza na quinta-feira, mas ambos os lados mostram dúvidas sobre a duração da trégua.
Israel também afirma que o cessar-fogo deve incluir progressos na libertação de Gilad Shalit, soldado israelense seqüestrado por militantes palestinos em 2006.
Nesta sexta, israelenses e palestinos vivem o segundo dia de paz desde o início do cessar-fogo, que interrompeu o lançamento diário de foguetes de Gaza contra Israel, assim como os ataques do Exército de Israel contra os militantes do território.
O acordo, deve durar seis meses, tem como objetivo interromper os ataques que mataram mais de 400 palestinos e sete israelenses desde que o Hamas tomou o controle da faixa de Gaza, há um ano, e possibilitar acordos de maior alcance no futuro.
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