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20/06/2008 - 18h58

Ex-republicano, candidato libertário pode atrair eleitores de McCain

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colaboração para a Folha Online

O ex-parlamentar republicano Bob Barr, 59, foi eleito como candidato do Partido Libertário às eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Por seu longo histórico político, Barr atraiu mais atenção para a legenda e levantou sugestões entre especialistas de que sua candidatura pode atrair eleitores do provável candidato republicano John McCain.

Molly Riley-5.abr.2008/Reuters
Ex-republicano Bob Barr é o candidato do Partido Libertário à Presidência dos EUA
Ex-republicano Bob Barr é o candidato do Partido Libertário à Presidência dos EUA

Barr espera se beneficiar dos aliados e doadores de campanha do ex-pré-candidato republicano Ron Paul, de tendência libertária, em Estados como Pensilvânia, Carolina do Norte, Indiana e Virgínia Ocidental, onde Paul obteve entre 8% e 15% nas primárias do partido.

Na coletiva convocada para anunciar sua candidatura, Barr disse que os partidos democrata e republicano estão semeando o medo e ignorando "grandes princípios constitucionais". O libertário tem focado sua campanha no corte dos gastos do governo federal, na liberdade individual, na segurança das fronteiras e nas políticas de defesa nacional.

O presidenciável libertário foi representante (deputado) pelo Partido Republicano do Estado da Geórgia entre 1995 e 2003, quando integrava uma ala conservadora da legenda e apoiava a Guerra do Iraque, as medidas para banir o casamento gay e o Ato Patriótico --legislação que fortaleceu os poderes de vigilância doméstica do governo com o objetivo de combater o terrorismo--, além de ter votado contra o uso da maconha com fins medicinais.

Em 2006, Barr rompeu com a administração do presidente George W. Bush e saiu do Partido Republicano, afirmando que desejava dedicar-se à luta pela liberdade civil, que acreditava ser afetada pela guerra contra o terrorismo.

Com isso, ele mudou algumas opiniões. Barr agora se opõe à guerra, caracteriza o Ato Patriótico como uma violação das liberdades civis, critica os esforços para diminuir os direitos dos homossexuais e se coloca a favor da legalização da maconha para fins medicinais.

Histórico

Barr ficou conhecido entre os eleitores norte-americanos por sua participação no processo de impeachment do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). Foi ele quem preencheu a resolução da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) no final de 1997 após o envolvimento do então presidente com uma estagiária da Casa Branca.

Durante seu mandato de representante, Barr foi membro da Comisão Judiciária e da Comisão de Finanças, além de vice-presidente do Comissão para Reformas Governamentais.

O candidato libertário serviu como oficial da CIA (inteligência americana) entre 1971 e 1978 e, em 1986, foi nomeado procurador dos EUA na Geórgia pelo Presidente Ronald Reagan (1981-1989).

Barr também já atuou como colaborador da rede CNN de televisão e como professor adjunto da Universidade Estadual de Kennesaw, na Geórgia.

Antes de se tornar candidato à Presidência dos EUA, Barr havia voltado a trabalhar como advogado.

Partido

Embora o Partido Libertário seja considerado o terceiro maior partido do país, atrás dos democratas e republicanos, nenhum de seus candidatos à Presidência já obteve mais de um milhão de votos.

Os últimos dois candidatos, Michael Badnarik, em 2004, e Harry Browne, em 2000, conseguiram menos de 400 mil votos cada um.

O Partido Libertário foi criado em 1971 como um reduto de republicanos e democratas desiludidos com os seus partidos. A legenda têm como plataforma política a economia de livre mercado, a dedicação às liberdades civis e à liberdade individual e uma política internacional de não-intervenção e livre-comércio.

Com agências internacionais e site da campanha de Barr

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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