Mundo
20/06/2008 - 22h32

McCain defende livre-comércio e maior integração com Canadá

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, afirmou nesta sexta-feira que os EUA e o Canadá deveriam reforçar sua privilegiada relação, principalmente nos terrenos energético, ambiental e fronteiriço, durante encontro com congressistas e empresários canadenses em Ottawa.

"Se for eleito presidente, uma das minhas prioridades será iniciar uma política energética equivalente a este desafio (mudança climática). Um sistema sensível de limites e comércio de emissões, por exemplo, faz uma parte crítica dessa política".

O senador republicano também criticou as propostas de seu rival, o provável candidato democrata Barack Obama, de revisar o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta).

"Exigir alterações unilaterais e ameaçar revogar um acordo que aumenta as trocas comerciais e a prosperidade não é nada mais do que recuar para trás muros protecionistas", disse McCain, sem citar o nome de Obama.

"Se eu for eleito presidente, não tenho dúvida de que a América irá honrar seus compromissos internacionais. E nós vamos esperar o mesmo dos outros", acrescentou o republicano.

McCain aproveitou o encontro para ressaltar que, caso se torne o próximo presidente, desativará o centro de detenção da base naval de Guantánamo, em Cuba --onde são mantidos suspeitos de terrorismo--, a qual qualificou de "aborrecimento".

Perante o grupo de empresários norte-americanos e canadenses, McCain destacou que a campanha presidencial nos EUA dedicou uma atenção incomum às relações entre os dois países, especialmente em relação ao Nafta.

"E assim deveria ser, porque nenhuma outra nação compartilha tantos laços com os Estados Unidos. E hoje a força dessa aliança é mais vital que nunca", afirmou McCain.

O governo canadense rejeitou a retórica eleitoral americana sobre o Nafta e afirmou que a reabertura do acordo poderia prejudicar os EUA, principalmente no terreno energético, já que o Canadá tornou-se seu principal fornecedor de petróleo, eletricidade e gás.

McCain se opõe a qualquer renegociação do tratado e ressaltou que, em 2007, o comércio bilateral entre Canadá e EUA alcançou US$ 570 bilhões (cerca de R$ 914 bilhões).

"Desde que o acordo foi assinado, os EUA criaram 25 milhões de postos de trabalho e o Canadá mais de quatro milhões", completou McCain.

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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