Mugabe diz que oposição mente sobre violência política no Zimbábue
da Folha Online
O presidente Robert Mugabe acusou a oposição do Zimbábue de mentir sobre a violência política para justificar as declarações de que o segundo turno das eleições presidenciais marcadas para a próxima semana não serão livres e justas, informou a imprensa oficial neste sábado.
| Philimon Bulawayo/Reuters |
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| O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, acusado de promover uma onda de violência |
Mugabe disse que o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês) estava compilando nomes de supostas vítimas e afirmando de maneira falsa que seus apoiadores estavam sendo agredidos.
"Eles dizem isso para que possam depois falar que as eleições não foram livres e justas. O que é uma maldita mentira", disse Mugabe, segundo o jornal estatal "Herald", em um comício realizado nesta sexta-feira na cidade de Bulawayo.
Mugabe vai enfrentar o líder da oposição Morgan Tsvangirai no segundo turno marcado para a próxima sexta-feira (27). Tsvangirai venceu o primeiro turno, mas não conseguiu o número de votos suficiente para eliminar um segundo pleito.
Também neste sábado, o Supremo Tribunal derrubou a decisão da polícia que proibia a realização do principal comício da oposição, marcado para domingo, informou o porta-voz Nelson Chamisa.
| Arte Folha Online |
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As tentativas de Tsvangirai de percorrer o país fazendo campanha têm sido interrompidas pela polícia em bloqueios nas estradas. Ele já foi detido ao menos quatro vezes.
O "Herald" informou hoje também que a Zimbabwe Broadcasting Holdings não poderá transmitir os anúncios de campanha da oposição porque eles "contêm linguagem e informações inapropriadas". O jornal cita um anúncio que reivindica que Tsvangirai venceu a eleição.
Tsvangirai disse ontem que uma "onda de brutalidade" varreu o Zimbábue desde que o segundo turno das eleições foi anunciado. Sua mensagem foi distribuída por e-mail, um dos poucos meios que ele tem de alcançar os eleitores. Grupos de direitos humanos independentes dizem que 85 pessoas morreram vítimas da violência política pré-eleitoral, que também deslocou dezenas de milhares de pessoas de suas casas.
Com Associated Press
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