Corte antiterrorista acusa líder taleban pelo assassinato de Bhutto
da Efe, em Islamabad
O tribunal antiterrorista de Rawalpindi acusou neste sábado como principal suspeito do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto o líder taleban Baitulah Meshud e outros cinco cúmplices.
A corte, que já havia declarado Meshud, Qari Ismail, Ikram Ullah, Abaadur Rehamn e Qari Fayiz "delinqüentes" por terem se negado a comparecer perante a Justiça, também ordenou o congelamento de seus bens, informou a agência estatal APP.
Enquanto isto, as outras cinco pessoas acusadas até agora pelo assassinato da ex-líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) e que permanecem detidas voltaram a comparecer diante da corte antiterrorista de Rawalpindi, que marcou para 14 de julho a próxima audiência sobre o caso.
Os cinco suspeitos, que continuam em prisão preventiva, chegaram ao tribunal com estritas medidas de segurança, segundo a APP.
Os detidos são Abdur Rashid Purabi, Hasnain Gül, seu primo Rafaqat, Sher Zaman e Aitzaz Shah, este último um adolescente de 15 anos que supostamente recebeu treinamento para cometer ataques suicidas. A Corte decidiu que Shah deverá responder à Justiça juvenil por ser menor de idade.
Bhutto morreu em 27 de dezembro em Rawalpindi após bater a cabeça por causa da forte explosão de uma bomba detonada por um terrorista suicida, segundo as conclusões dos investigadores paquistaneses e da equipe da Scotland Yard que ajudou a esclarecer o assassinato.
Um dos acusados, identificado como Bilal, foi quem supostamente disparou contra Bhutto e detonou os explosivos que carregava, enquanto Ullah estava pronto para agir caso a ex-primeira-ministra saísse pela outra porta do carro. Ullah fugiu de Rawalpindi na manhã seguinte.
Antes das eleições de 18 de fevereiro, o governo paquistanês atribuiu o atentado à rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden, e a insurgência taleban vinculou alguns dos detidos com Meshud, que lançou uma ordem de captura contra ele em março.
Recentemente, o novo Parlamento paquistanês apresentou uma solicitação à ONU (Organização das Nações Unidas) para estabelecer uma comissão de investigação sobre a morte de Bhutto.
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