Mundo
21/06/2008 - 16h52

Líder em pesquisa, Obama abre nova frente de ataque a McCain

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da Folha Online

Com comunidades no centro dos Estados Unidos ainda praticamente inundadas, o provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, atacou neste sábado em um discurso na cidade de Miami, no Estado americano da Flórida, o provável adversário republicano, John McCain.

Obama --que abriu 15 pontos de vantagem em relação a McCain segundo pesquisa da revista "Newsweek"-- criticou McCain por se opor a gastos federais com programas de prevenção de efeitos de inundações e de contenção.

"Eu estou certo de que eles apreciaram este sentimento, mas provavelmente apreciariam ainda mais se o senador McCain não tivesse se oposto a programas de controle de inundações", afirmou Obama, que primeiro fez alusão à solidariedade que ele e McCain prestaram aos atingidos na região.

Obama abriu um novo front de discussão na disputa eleitoral com os comentários. A campanha de McCain respondeu, segundo a Associated Press, dizendo que o democrata fez um típico ataque eleitoral.

Ambos os candidatos visitaram as áreas inundadas nas duas últimas semanas, desde que tornados e chuvas fortes causaram estragos, inclusive a morte de ao menos 24 pessoas, a maioria delas no Estado de Iowa.

O projeto ao qual Obama se referiu previa um gasto de US$ 23 bilhões (R$ 36,8 bilhões) em projetos relacionados ao controle de águas. O texto passou pelo Congresso, mas recebeu o veto do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. A Casa votou por reapresentar o projeto.

Campanha

O jornal nova-iorquino "The New York Times" traz neste sábado uma reportagem sobre as atuais estratégias de campanha de Obama. O democrata teria priorizado atacar agora em Estados dominados pelos republicanos.

Além disto, com a decisão de desistir de financiamento público, Obama estaria planejando realizar comerciais em grandes transmissões nacionais, como durante os próximos Jogos Olímpicos, que acontecem em agosto e também estratégias para grupos segmentados.

Propaganda em veículos como a MTV e a Black Entertainment Television --BET, um canal voltado para os afro-americanos-- atenderia a diferentes grupos de interesse.

Além disso, Obama pensa em uma grande campanha, com membros pagos nos 50 Estados, algo incomum para as disputas americanas que costumam focar em um certas áreas, segundo o "NYT".

Com Associated Press, Reuters e "The New York Times"

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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