Mundo
22/06/2008 - 15h10

Irã afirma que usará "maior força possível" caso seja atacado

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da Folha Online

O Irã usará a "maior força possível" para responder a qualquer ataque contra o país, afirmou neste domingo o ministro da Defesa iraniano, Mostafa Mohammad Najjar, segundo a rede de televisão estatal.

Há dois dias, o jornal norte-americano "New York Times" publicou reportagem afirmando que Israel conduziu, no início deste mês, um grande exercício militar que parecia ser o ensaio de um bombardeio às instalações nucleares iranianas.

Arte Folha Online

O ministro da Defesa iraniano afirmou que o exercício israelense foi parte de uma "guerra psicológica" contra a república islâmica, informou a televisão estatal.

"O Irã não irá iniciar nenhum conflito, mas irá punir qualquer agressor com a máxima força possível. Com determinação e usando todas as opções --sem limites em termos de tempo e espaço-- daremos uma resposta a qualquer ação hostil", disse, segundo a Press TV, em uma entrevista para a agência de notícias Fars.

Potências ocidentais suspeitam que Teerã esteja buscando desenvolver bombas nucleares. Israel, que acredita-se ter o único arsenal atômico do Oriente Médio, já descreveu o programa nuclear iraniano como uma ameaça à sua existência.

No início deste mês, o ministro dos Transportes israelense, Shaul Mofaz, afirmou a um jornal local que um ataque ao Irã parecia "inevitável" dado o aparente fracasso das sanções da ONU para impedir o acesso iraniano à tecnologia para a fabricação de bombas.

Teerã, que não reconhece Israel e com freqüência prevê seu desaparecimento, diz que seu programa nuclear é pacífico e objetiva a geração de energia.

Ontem, o Irã criticou o governo de Israel afirmando que o regime é "perigoso" e que ele perturba a segurança e a paz mundial. Além disso, informou também que rejeitará qualquer negociação com as grandes potências sobre seu programa nuclear baseado na suspensão do enriquecimento de urânio. As afirmações sobre Israel foram feitas pelo porta-voz iraniano, Gholam Hossein Elham.

Com Reuters

 

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