Mundo
23/06/2008 - 16h16

Comitê de Obama possui ligações com indústria do álcool dos EUA

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colaboração para a Folha Online

Tom Daschle, co-presidente do comitê do provável candidato democrata --Barack Obama--, trabalha para três companhias norte-americanas do álcool em seu escritório de advocacia em Washington, onde "provê conselhos estratégicos para seus clientes por meio da energia renovável", segundo reportagem do jornal norte-americano "New York Times"

Daschle, que também é ex-líder da maioria democrata no Senado, acompanhou Obama em suas viagens para o interior do país.

Carlos Barria-21.jun.2008/Reuters
Presidenciável democrata, Obama participa de conferência de prefeitos em Miami
Presidenciável democrata, Obama participa de conferência de prefeitos em Miami

Segundo Obama, apoiar a fabricação de álcool "ajuda a segurança nacional, porque atualmente os EUA enviam bilhões de dólares para as nações mais hostis do mundo". A dependência em fontes energéticas "torna mais difícil desenhar uma política externa inteligente, com segurança em longo prazo".

Obama, que apóia os subsídios norte-americanos às plantações de milho destinadas à fabricação de álcool, diverge completamente de seu rival republicano, o provável candidato John McCain, que defende o fim dos subsídios e a implantação do livre-comércio com o etanol estrangeiro.

O conselheiro de Obama em questões energéticas e ambientais, Jason Grumet, participou da campanha da Comissão Nacional em Política Energética, uma iniciativa bipartidária coordenara por Daschle e Bob Dole, um republicano do Kansas que também é ex-líder da maioria no Senado e um grande aliado às políticas para a fabricação de etanol.

Logo após se tornar senador por Illinois, Obama provocou uma controvérsia ao apoiar taxas de subsídio a aviões corporativos, incluindo duas doações a aeronaves de Archer Daniels Midland, o maior produtor de álcool dos EUA, também de Illinois.

O diretor de Política do comitê de Obama, Jason Furman, afirmou que as visões do senador democrata em álcool são baseadas em sua própria opinião.

Quando questionado se Obama favoreceria a política pró-álcool por vir de Illinois, um Estado rico em produção de milho, Furman respondeu: "Ele quer representar os Estados Unidos da América, e suas políticas são baseadas no que é melhor para o país".

Oposição

Ambos os prováveis candidatos à Casa Branca enfatizam a necessidade da independência energética para os EUA e a diminuição das emissões de carbono que contribuem para o aquecimento global, mas eles oferecem visões opostas sobre o papel do álcool nesse processo.

McCain apóia o fim dos subsídios multibilionários anuais distribuídos do governo para o setor. Como defensor do livre-comércio, McCain também se opõe à tarifa de US$ 0,54 (R$ 0,87) por galão que os EUA impõem para a importação de álcool feito da cana-de-açúcar, o que é mais barato e gera mais energia do que o produzido do milho.

Obama, ao contrário, é a favor dos subsídios. Em nome de ajudar os EUA a ser independente na questão energética, ele apóia a ajuda federal aos produtores de milho, o que alguns economistas dizem que pode ser considerada ilegal pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O álcool do milho gera menos de duas unidades de energia para cada unidade que consome. No caso da cana, a proporção é superior a oito para um. Com menores custos de produção, a cana é uma fonte mais eficiente.

Durante a campanha política, Obama não expôs a sua oposição ao etanol de cana-de-açúcar importado. Mas em comentários no ano passado, feitos quando o presidente George W. Bush estava prestes a assinar um acordo de cooperação com o Brasil, Obama afirmou que "o caminho para a independência energética dos EUA" poderia sofrer se Bush não estabelecesse restrições para a entrada de etanol de outros países.

"Substituir o petróleo importado pelo álcool brasileiro não serve para a nossa segurança nacional e econômica", afirmou Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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