Comitê de Obama possui ligações com indústria do álcool dos EUA
colaboração para a Folha Online
Tom Daschle, co-presidente do comitê do provável candidato democrata --Barack Obama--, trabalha para três companhias norte-americanas do álcool em seu escritório de advocacia em Washington, onde "provê conselhos estratégicos para seus clientes por meio da energia renovável", segundo reportagem do jornal norte-americano "New York Times"
Daschle, que também é ex-líder da maioria democrata no Senado, acompanhou Obama em suas viagens para o interior do país.
| Carlos Barria-21.jun.2008/Reuters |
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| Presidenciável democrata, Obama participa de conferência de prefeitos em Miami |
Segundo Obama, apoiar a fabricação de álcool "ajuda a segurança nacional, porque atualmente os EUA enviam bilhões de dólares para as nações mais hostis do mundo". A dependência em fontes energéticas "torna mais difícil desenhar uma política externa inteligente, com segurança em longo prazo".
Obama, que apóia os subsídios norte-americanos às plantações de milho destinadas à fabricação de álcool, diverge completamente de seu rival republicano, o provável candidato John McCain, que defende o fim dos subsídios e a implantação do livre-comércio com o etanol estrangeiro.
O conselheiro de Obama em questões energéticas e ambientais, Jason Grumet, participou da campanha da Comissão Nacional em Política Energética, uma iniciativa bipartidária coordenara por Daschle e Bob Dole, um republicano do Kansas que também é ex-líder da maioria no Senado e um grande aliado às políticas para a fabricação de etanol.
Logo após se tornar senador por Illinois, Obama provocou uma controvérsia ao apoiar taxas de subsídio a aviões corporativos, incluindo duas doações a aeronaves de Archer Daniels Midland, o maior produtor de álcool dos EUA, também de Illinois.
O diretor de Política do comitê de Obama, Jason Furman, afirmou que as visões do senador democrata em álcool são baseadas em sua própria opinião.
Quando questionado se Obama favoreceria a política pró-álcool por vir de Illinois, um Estado rico em produção de milho, Furman respondeu: "Ele quer representar os Estados Unidos da América, e suas políticas são baseadas no que é melhor para o país".
Oposição
Ambos os prováveis candidatos à Casa Branca enfatizam a necessidade da independência energética para os EUA e a diminuição das emissões de carbono que contribuem para o aquecimento global, mas eles oferecem visões opostas sobre o papel do álcool nesse processo.
McCain apóia o fim dos subsídios multibilionários anuais distribuídos do governo para o setor. Como defensor do livre-comércio, McCain também se opõe à tarifa de US$ 0,54 (R$ 0,87) por galão que os EUA impõem para a importação de álcool feito da cana-de-açúcar, o que é mais barato e gera mais energia do que o produzido do milho.
Obama, ao contrário, é a favor dos subsídios. Em nome de ajudar os EUA a ser independente na questão energética, ele apóia a ajuda federal aos produtores de milho, o que alguns economistas dizem que pode ser considerada ilegal pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
O álcool do milho gera menos de duas unidades de energia para cada unidade que consome. No caso da cana, a proporção é superior a oito para um. Com menores custos de produção, a cana é uma fonte mais eficiente.
Durante a campanha política, Obama não expôs a sua oposição ao etanol de cana-de-açúcar importado. Mas em comentários no ano passado, feitos quando o presidente George W. Bush estava prestes a assinar um acordo de cooperação com o Brasil, Obama afirmou que "o caminho para a independência energética dos EUA" poderia sofrer se Bush não estabelecesse restrições para a entrada de etanol de outros países.
"Substituir o petróleo importado pelo álcool brasileiro não serve para a nossa segurança nacional e econômica", afirmou Obama.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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