Israel diz que lançamento de foguetes é "violação grave" de trégua
colaboração para a Folha Online
Israel qualificou hoje o lançamento de dois foguetes a partir de Gaza contra seu território, reivindicado pelo grupo radical Jihad Islâmico, de uma "violação grave" à trégua iniciada há seis dias.
"Obviamente, qualquer fogo a partir de Gaza contra Israel representa uma violação grave do acordo" de cessar-fogo, alcançado com milícias palestinas através da mediação do Egito, disse à agência Efe Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. Ele não disse se a trégua será encerrada.
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O Jihad Islâmico justificou o ataque em resposta à morte de um de seus dirigentes em uma operação conjunta do Exército israelense e do Shin Bet (serviço de inteligência interna israelense) na Cisjordânia, onde o cessar-fogo não está em vigor.
A trégua, que iniciou na última quinta-feira (19), estabelece que o grupo extremista islâmico Hamas é responsável por prevenir ataques da faixa de Gaza contra Israel.
Em troca, Israel não realizaria ofensivas militares em Gaza e diminuiria o bloqueio econômico que tem prejudicado a população da área. No entanto, o acordo não incluía a Cisjordânia, onde os integrantes do Jihad Islâmico foram mortos por Israel.
Os foguetes lançados em Israel caíram no jardim de uma casa vazia na cidade de Sderot e em uma área aberta no deserto do Neguev, sem causar mortes ou danos materiais, informou a polícia israelense.
Cisjordânia
As tropas israelenses mataram um alto comandante do Jihad Islâmico em uma incursão na cidade de Nablus, na Cisjordânia. Um morador disse que um palestino que estava no local também foi morto pelos soldados ao abrir a porta de sua casa durante a incursão. O Exército de Israel disse que o homem era integrante de um grupo armado que foi morto durante uma troca de tiros com os soldados.
O grupo informou que um dos mortos era o comandante de suas operações no norte da Cisjordânia, Tarek Juma. O Exército disse que Juma era alvo porque estava planejando atacar Israel. As tropas encontraram dispositivos explosivos e munições no apartamento dele, disse. O Jihad Islâmico havia prometido vingança.
Olmert chegou nesta terça-feira à localidade egípcia de Sharm el Sheikh, onde se reuniu com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, para discutir a situação em Gaza e uma possível troca de prisioneiros palestinos e israelenses.
Mubarak disse a Olmert que as fronteiras de Gaza continuarão fechadas até que Israel chegue a um acordo com o grupo extremuista Hamas pela libertação de Gilad Shalit, soldado israelense seqüestrado. Após o cessar-fogo da última semana, Israel aceitou diminuir gradualmente o seu bloqueio econômico, mas estabeleceu que a passagem de Rafah, entre o Egito e a faixa de Gaza, continue fechada até a libertação de Shalit.
O Egito tenta mediar a libertação do soldado desde que ele foi seqüestrado, em junho de 2006.
Com Reuters, Efe e France Presse
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