Equador adia retomada de relações diplomáticas com Colômbia
colaboração para a Folha Online
A ministra de relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador, afirmou que "congelou" as tentativas de reaproximação com a Colômbia.
O compromisso de restabelecer relações diplomáticas sem condições prévias, em nível de encarregados de negócios, deveria ser formalizada no decorrer desta semana. Ontem, a Colômbia divulgou o adiamento por tempo indeterminado a retomada de laços com o país vizinho, em razão dos comentários "agressivos" do governo (Rafael) Correa".
A relação entre os dois países foi estremecida pelo ataque da Colômbia em um acampamento pertencente às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em solo equatoriano no dia 1 de março. A Colômbia afirmou que Equador "fez muito pouco" para combater os rebeldes. Os equatorianos, por sua vez, acusaram a Colômbia de quebra de soberania.
Desde então, a Organização dos Estados Americanos (OEA) supervisionou um processo de aproximação entre os governos.
Mediação
O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pediu nesta terça-feira aos dois países que retornem ao compromisso de retomada de relações.
O secretário-geral da OEA afirmou que nos próximos dias viajará para Bogotá e Quito, onde deve se reunir "com as mais altas autoridades de ambos os governos", para retomar o processo de diálogo e concretizar os mecanismos de cooperação na área de segurança.
Além disso, Insulza pediu a ambos os países para colocar fim às declarações públicas que possam gerar um distanciamento entre as partes e um retrocesso no clima de confiança que tinha sido obtido com a gestão da OEA.
Os vice-chanceleres de Colômbia, Camilo Reyes, e Equador, José Valencia, acertaram, em 10 de junho, na sede da OEA em Washington, uma reunião entre os ministros de exteriores dos dois países no final do mês para formalizar o processo de normalização das relações diplomáticas.
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e o presidente do Equador, Rafael Correa, acordaram em 6 de junho o restabelecimento das relações diplomáticas, "em uma primeira instância em nível de encarregados de negócios", gestão na qual participou o Centro Carter.
Com Associated Press e Efe
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