Israel mantém fronteiras com Gaza fechadas pelo segundo dia
da Efe, em Jerusalém
da Folha Online
Israel mantém fechadas, pelo segundo dia consecutivo, todas as passagens fronteiriças com a faixa de Gaza, por ordem do ministro da Defesa Ehud Barak, informaram fontes do ministério.
Barak se reuniu ontem à noite com os assessores do ministério e com altos comandantes do Exército para decidir os passos de Israel na trégua decretada na semana passada, depois de o Jihad Islâmico palestino lançar, na terça-feira (24), três foguetes a partir de Gaza.
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Para a organização islâmica, o ataque foi legítimo e em resposta à morte de um de seus membros em uma operação do Exército israelense na Cisjordânia --apesar de a trégua não estar vigente nesse território.
Segundo o acordo firmado entre Israel e o Hamas, com a mediação do Egito, após três dias de trégua as passagens à Gaza deviam ser abertas progressivamente para a entrada de produtos.
No domingo (22) e na segunda-feira (23), Israel permitiu a entrada de dezenas de caminhões, mas ainda em uma quantidade muito abaixo da normal no período anterior ao bloqueio à faixa, que faz agora um ano.
Na terça-feira, o Jihad lançou os três foguetes e Israel decidiu que no dia seguinte fecharia as passagens até avaliar as condições de segurança na região.
O Hamas afirmou que o fechamento das fronteiras é uma "flagrante violação da trégua". "Ao fechar as passagens, a ocupação sionista rompe a cláusula mais importante do acordo (de trégua)", afirmou um porta-voz do Hamas.
Ataques
Membros de grupos armados palestinos dispararam, a partir de Gaza, um foguete Qassam (de fabricação caseira) contra Negev nesta quinta-feira, tornando ainda mais frágil a trégua iniciada há uma semana.
O foguete explodiu em uma área aberta na zona industrial de Negev, segundo o "Haaretz". Não houve feridos nem danos provocados pelo incidente.
A Brigada dos Mártires da Al Aqsa, grupo militante ligado ao Fatah do presidente palestino Mahmoud Abbas, assumiu responsabilidade pelo ataque e exigiu que o cessar-fogo fosse estendido à Cisjordânia.
Troca de prisioneiros
Também segundo o "Haaretz", Israel e o Hizbollah prepararam um acordo por escrito sobre uma troca de prisioneiros que será discutido pelo gabinete próximo domingo e possivelmente será aprovado. Se aprovado, Israel irá assinar o acordo que então será levado a Beirute por mediadores alemães para a assinatura do Hizbollah.
O acordo com o Hizbollah tem como objetivo assegurar a libertação dos soldados reservistas das Forças de Defesa de Israel Ehud Goldwasser e Eldad Regev, capturados em uma incursão feita pelas guerrilhas libanesas em julho de 2006, estopim da chamada Segunda Guerra do Líbano.
No domingo, Ofer Dekel, oficial encarregado das negociações sobre todos os prisioneiros, fará uma pequena apresentação aos ministros e responderá a dúvidas e questionamentos.
O primeiro-ministro Ehud Olmert disse acreditar que Israel "pode alcançar o momento da decisão com uma consciência clara".
O ministro da Infra-estrutura Benjamin Ben-Eliezer disse que estava preparado para votar a favor do acordo. "Temos de fazer tudo para trazer nossos garotos de volta e, se um acordo como esse fosse preparado para a libertação de Gilad Shalit, eu votaria a favor também", disse.
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