Mundo
27/06/2008 - 00h58

Senado americano aprova orçamento das guerras no Iraque e Afeganistão

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da Folha Online

O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta quinta-feira o orçamento de compromisso que libera até US$ 162 bilhões para as guerras no Iraque e no Afeganistão, última etapa legislativa antes da ratificação final do presidente George W. Bush.

Depois de sua aprovação na Câmara de Representantes, a lei --adotada por 92 votos a 6-- passou semanas sendo calorosamente discutida por democratas e republicanos.

Bush já adiantou que promulgará a lei, que garante por mais um ano (até meados de 2009) financiamento para as operações militares americanas.

Na semana passada, a Câmara de Representantes (deputados) dos Estados Unidos aprovou fundos pedidos pela Casa Branca para as operações militares no Iraque e no Afeganistão.

Ao aprovar o pedido, os legisladores abandonaram toda tentativa de impor prazos para que o presidente George W. Bush ordene a retirada das tropas de combate do Iraque.

"Esperamos que esta seja a última vez que se gaste um dólar sem restrições", disse a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes e crítica da ocupação do Iraque.

Até 2009

Segundo a Comissão de Dotações Orçamentárias da Câmara, os fundos cobrirão os custos de ambas as operações militares até meados do próximo ano. O presidente Bush conclui seu segundo e último mandato de quatro anos na Casa Branca em janeiro.

Com estes fundos, que podem ser reduzidos para US$ 161,8 bilhões em uma votação posterior, os Estados Unidos terão gasto mais de US$ 800 bilhões nos conflitos no Iraque e Afeganistão desde 2001, assinalaram as fontes legislativas.

Há um mês, a Câmara de Representantes tinha aprovado outra versão do mesmo projeto, que incluía uma cláusula que ordenava o começo imediato da retirada das tropas do Iraque.

Os Estados Unidos mantêm no Iraque um contingente de cerca de 150 mil soldados.

No entanto, os legisladores democratas decidiram retirar a cláusula perante a ferrenha oposição republicana e a ameaça de um veto do presidente Bush.

Com France Presse e Efe

 

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