Mundo
27/06/2008 - 07h43

Obama doa dinheiro para Hillary, mas evita falar de chapa conjunta

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama anunciou que ajudará a pagar as dívidas de mais de US$ 20 milhões de sua ex-rival Hillary Clinton, mas não respondeu aos questionamentos dos principais assessores da senadora sobre as chances de se unirem na tão esperada "chapa dos sonhos".

Nesta quinta-feira, Obama encontrou-se com Hillary e alguns dos maiores colaboradores da senadora em Washington. A idéia da reunião era trazer estes doadores para a campanha do democrata pelas eleições gerais.

Para conquistar os mais de 200 principais arrecadadores de Hillary, Obama assinou pessoalmente um cheque de US$ 4.600, em nome dele e de sua mulher, Michelle, no valor máximo permitido para doações a campanhas.

Contudo, o democrata preferiu não responder sobre as reais chances de Hillary ocupar o cargo de vice, uma opção que muitos de seus fiéis seguidores vêem como oportunidade de unir os pontos fortes dos dois pré-candidatos de uma corrida que foi muito acirrada.

O senador por Illinois encontrou-se com o grupo no hotel Mayflower, em Washington, no primeiro de dois dias de eventos que refletem os esforços do Partido Democrata de mostrar que está unido.

Na reunião desta quinta-feira, Obama foi recebido com aplausos quando afirmou que destinaria seus próprios colaboradores para ajudar a ex-rival a pagar suas dívidas.

"Eu precisarei de Hillary ao meu lado, fazendo campanha durante esta eleição e eu precisarei de todos vocês", disse Obama, de acordo com um relato escrito pelo único repórter que teve a entrada permitida no evento.

Segundo o jornalista, Obama falou aos presentes que conversou com seus principais arrecadadores "para pegar seus cadernos e começar a trabalhar para ter certeza que a senadora Clinton consiga pagar sua dívida".

A diretora de finanças de Obama, Penny Pritzker, também escreveu um cheque de US$ 4.600 por ela e seu marido.

As dívidas de Hillary incluem empréstimos de US$ 12 milhões feitos por ela mesma. Ela afirmou publicamente que não está pedindo ajuda para pagar esta parte da dívida e sim às empresas que prestaram serviços a sua campanha.

Ela falou aos seus doadores que eles precisam que eles precisam tornar a eleição de Obama uma prioridade e garantiu que os ataques mútuos ficaram no passado.

"Mas nós somos uma família e nós temos uma oportunidade agora de realmente demonstrar claramente que nós sabemos o que está em jogo e nós faremos o que for necessário para tentar ganhar a Casa Branca de volta", disse a ex-primeira-dama.

Obama reiterou o pedido de Hillary e também sua afirmação de que, agora, estão unidos. "Senadora Clinton e eu concordamos profundamente que este país precisa de mudança", disse.

Os dois aparecerão em público hoje pela primeira vez desde o fim das prévias democratas. O evento será na simbólica cidade de Unity ("união", em inglês), em New Hampshire, onde cada um deles teve 107 votos nas primárias estaduais.

Hillary ganhou as primárias de janeiro no Estado e agora volta para tentar conquistar os eleitores deste crucial colégio eleitoral para Obama.

Obama disse a repórteres na quarta-feira que Hillary será extraordinariamente efetiva em convencer os eleitores. Mas sua equipe de campanha não revelou se a agenda conjunta dos dois vai além do evento desta sexta-feira.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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