McCain busca votos de apoiadores de Hillary em Ohio
da Folha Online
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, o senador John McCain, busca convencer os apoiadores de Hillary Clinton durante as prévias do Partido Democrata para que esqueçam a unidade do partido e fiquem ao seu lado durante a campanha que faz no Estado de Ohio.
Nas prévias democratas, Hillary derrotou o candidado do partido, Barack Obama, neste Estado.
Essa tática é necessária porque Ohio é considerado um dos "swing-states" (Estados-pêndulos) --designação dada a Estados que tradicionalmente não são redutos de nenhum dos dois partidos e que, portanto, acabam decidindo as eleições americanas.
McCain foi ontem à fábrica da General Motors em Lordstown, para fazer um comício. Coincidentemente, Hillary também esteve lá antes de vencer as primárias do Estado.
No comício, McCain começou falando de carros com consumo de combustível mais eficiente, mas logo começou a falar sobre os próprios trabalhadores. Foi esse tipo de eleitor que fez Hillary vencer no Estado. "O fardo deste incrível aumento do petróleo terá que ser suportado pelos americanos que têm menor renda", disse o candidado republicano.
Foi o mesmo discurso que Hillary usou quando esteve no local. "Discursos não vão encher seu tanque [de combustível] ou aumentar seu rendimento ou fazer algo sobre essa pilha de contas que lhe tiram o sono durante a noite", disse Hillary à época.
McCain disse ainda para a platéia que ele acha que "somos capazes de atrair alguns dos apoiadores da senadora [Hillary] Clinton, não por outro motivo que não seja que eu posso servir à América melhor."
Conselheiros de campanha do candidato republicano disseram que uma vitória sobre Obama em Estados importantes, como Ohio e Pensilvânia, dependem dessa cooptação de votos que foram de Hillary.
Segundo uma pesquisa realizada pela Quinnipiac University, realizada em 18 de junho, 25% dos que votaram em Hillary nas prévias em Ohio disseram que votarão em McCain nas eleições presidenciais. Mas McCain acha que o índice, embora alto, não é suficiente para vencer no Estado.
Mas essa missão não será fácil, já que a própria Hillary diz agora para que seus apoiadores agora votem em Obama. "Nós podemos ter começado em lados opostos... hoje, nossos corações estão incitados a ter o mesmo destino pela América... para eleger Barack Obama como o novo presidente dos Estados Unidos", disse a ex-candidata. "Nós somos de um só partido; nós somos de uma só América."
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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