Mundo
28/06/2008 - 11h19

McCain busca votos de apoiadores de Hillary em Ohio

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da Folha Online

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, o senador John McCain, busca convencer os apoiadores de Hillary Clinton durante as prévias do Partido Democrata para que esqueçam a unidade do partido e fiquem ao seu lado durante a campanha que faz no Estado de Ohio.

Nas prévias democratas, Hillary derrotou o candidado do partido, Barack Obama, neste Estado.

Essa tática é necessária porque Ohio é considerado um dos "swing-states" (Estados-pêndulos) --designação dada a Estados que tradicionalmente não são redutos de nenhum dos dois partidos e que, portanto, acabam decidindo as eleições americanas.

McCain foi ontem à fábrica da General Motors em Lordstown, para fazer um comício. Coincidentemente, Hillary também esteve lá antes de vencer as primárias do Estado.

No comício, McCain começou falando de carros com consumo de combustível mais eficiente, mas logo começou a falar sobre os próprios trabalhadores. Foi esse tipo de eleitor que fez Hillary vencer no Estado. "O fardo deste incrível aumento do petróleo terá que ser suportado pelos americanos que têm menor renda", disse o candidado republicano.

Foi o mesmo discurso que Hillary usou quando esteve no local. "Discursos não vão encher seu tanque [de combustível] ou aumentar seu rendimento ou fazer algo sobre essa pilha de contas que lhe tiram o sono durante a noite", disse Hillary à época.

McCain disse ainda para a platéia que ele acha que "somos capazes de atrair alguns dos apoiadores da senadora [Hillary] Clinton, não por outro motivo que não seja que eu posso servir à América melhor."

Conselheiros de campanha do candidato republicano disseram que uma vitória sobre Obama em Estados importantes, como Ohio e Pensilvânia, dependem dessa cooptação de votos que foram de Hillary.

Segundo uma pesquisa realizada pela Quinnipiac University, realizada em 18 de junho, 25% dos que votaram em Hillary nas prévias em Ohio disseram que votarão em McCain nas eleições presidenciais. Mas McCain acha que o índice, embora alto, não é suficiente para vencer no Estado.

Mas essa missão não será fácil, já que a própria Hillary diz agora para que seus apoiadores agora votem em Obama. "Nós podemos ter começado em lados opostos... hoje, nossos corações estão incitados a ter o mesmo destino pela América... para eleger Barack Obama como o novo presidente dos Estados Unidos", disse a ex-candidata. "Nós somos de um só partido; nós somos de uma só América."

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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