Mundo
28/06/2008 - 12h24

Obama planeja viagem de campanha para Europa e Oriente Médio

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colaboração para a Folha Online

Em uma estratégia para combater uma das mais ferrenhas críticas republicanas, o provável candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama planeja visitar o Oriente Médio e a Europa nos próximos meses, uma viagem que vai melhorar sua credencial em política externa.

A campanha de Obama divulgou neste sábado que o senador por Illinois viajará para Jordânia, Israel, Alemanha, França e Reino Unido. Embora o próprio Obama tenha dito que queria visitar o Iraque e o Afeganistão, sua campanha não confirmou se os destinos fazem parte do roteiro desta primeira viagem internacional de Obama, desde que iniciou sua campanha pela nomeação democrata.

"Esta viagem será uma oportunidade importante para mim para conhecer a situação nos países que são críticos para a segurança nacional norte-americana e para consultar alguns de nossos mais próximos amigos e aliados sobre os desafios comuns que nós enfrentamos", disse Obama, em um comunicado.

"Será uma importante oportunidade para dividir opiniões com os líderes destes países sobre estes e outros assuntos que são críticos para a segurança nacional americana e mundial no século 21", completou.

Seu rival republicano John McCain criticou duramente Obama por falar da Guerra do Iraque mesmo sem ter visitado o país nos últimos anos. Um de seus pontos fortes nesta campanha é justamente a experiência, como senador veterano e ex-piloto da Marinha, em questões de segurança nacional e política externa.

Logo depois que conquistou a nomeação, McCain viajou ao Oriente Médio e à Europa para encontrar-se com os líderes locais. Ele agora planeja viajar, na próxima semana, à Colômbia para falar sobre a luta contra o narcotráfico.

Obama agora segue os passos do rival e, mesmo com poucos meses até a eleição, dedica tempo de sua agenda de campanha em solo internacional. Sua campanha não revelou, contudo, a data das viagens alegando questões de segurança.

O diretor de campanha do senador democrata disse, na semana passada, que Iraque e Afeganistão seriam parte de uma viagem oficial, como senador membro do Comitê do Congresso de Relações Internacionais. As outras paradas seriam parte de uma visita de campanha.

Obama considerou fazer uma viagem como esta no ano passado, mas diante de uma disputa acirrada com Hillary Clinton preferiu não arriscar passar um tempo fora dos Estados que disputavam as primárias.

O assessor de política externa de Obama, Denis McDonough, disse que o senador quer consultar líderes importantes do grupo de aliados norte-americanos sobre terrorismo, proliferação nuclear, mudança climática, Iraque, Afeganistão e Irã.

"Ele obviamente quer consultar líderes destes países, mas também encontrar uma oportunidade para falar às pessoas destes países sobre nossos valores e objetivos nem comum", disse.

Eleitores

A parada em Israel pode melhorar o apelo de Obama entre os eleitores judeus. Alguns judeus estão preocupados sobre o desejo de Obama de conversar abertamente com nações do Oriente Médio que se opõe a Israel, enquanto outros ainda se questionam se ele não é muçulmano --boato que, apesar de ter sido negado inúmeras vezes, continua sendo divulgado pela internet.

"Israel é um forte e próximo amigo dos Estados Unidos e está enfrentando confrontos de Gaza a Teerã", disse Obama, em seu comunicado. "Jordânia tem sido um parceiro próximo no processo de paz e anfitrião de outros assuntos comuns. A França, Alemanha e Reino Unido são países chaves na aliança transatlântica e contribuíram para a missão no Afeganistão e eu espero ansiosamente para discutir como podemos fortalecer nossa parceria nos próximos anos".

Obama fez sua única viagem ao Iraque em janeiro de 2006, como parte de uma delegação de senadores.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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