Condoleezza Rice visita desabrigados por terremoto na China
da Efe, em Pequim
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, iniciou neste domingo uma visita de dois dias à China, onde se encontrou com os desabrigados pelo terremoto de 12 de maio na província de Sichuan (sudoeste). A viagem tem como objetivo o diálogo com autoridades locais sobre a crise nuclear norte-coreana.
Rice realizou uma visita de quatro horas à região devastada pelo terremoto de 8 graus na escala Richter que deixou quase 90 mil mortos ou desaparecidos. Ela visitou a devastada cidade de Dujiangyan, onde os estudantes são a maioria das vítimas, em virtude da destruição de centenas de escolas.
Logo depois, foi a Qinjianrenjia, um assentamento que acolhe oito mil pessoas vítimas do terremoto. A secretária de Estado visitou casas construídas para os desabrigados --há mais de 14 milhões de desabrigados e 5,4 milhões de lares destruídos, segundo os dados do governo chinês.
Washington doou material à área afetada pelo terremoto, em um total avaliado em mais de US$ 2,6 milhões (cerca de R$ 4,2 milhões), segundo dados do Ministério de Assuntos Exteriores da China.
Rice anunciou que também deve discutir com os líderes chineses a melhor forma de Mianmar aceitar a ajuda internacional para o desastre causado pelo ciclone Nargis, que arrasou a nação em maio.
"É um contraste. O governo e o povo chineses pediram ajuda ao exterior e tiveram uma resposta satisfatória por parte da comunidade internacional", ressaltou a secretária de Estado, elogiando a atitude de Pequim.
Coréia do Norte
Depois de visitar as áreas devastadas, Rice foi a Pequim para se reunir com líderes chineses, entre eles o ministro de Exteriores, Yang Jiechi, com quem planeja discutir o reatamento do diálogo sobre a crise nuclear norte-coreana.
Rice se reunirá amanhã com o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao.
A Coréia do Norte entregou à China o inventário parcial de seu arsenal nuclear na quinta-feira (26), uma das condições para o acordo de desnuclearização --assinado entre as duas Coréias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China no ano passado-- ser mantido.
Mas o documento entregue por Pyongyang só inclui as instalações nucleares de plutônio e ignora o armamento produzido e o suposto programa de enriquecimento de urânio que gerou a atual crise.
Em um encontro com jornalistas antes de abandonar Chengdu, Rice assinalou que a Coréia do Norte precisa incluir tanto o programa de urânio, cujas dimensões ainda são desconhecidas, quanto à suposta venda de armas de proliferação à Síria.
Nesta terceira parte do acordo, Pyongyang deverá desativar seu arsenal em troca de receber toda a ajuda energética e as concessões políticas prometidas pelos outros países.
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