Mundo
29/06/2008 - 18h26

EUA intensificaram as operações secretas no Irã, diz revista

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da Folha Online
da France Presse, em Washington

Os Estados Unidos aceleraram há meses suas operações clandestinas no Irã com o objetivo de desestabilizar o regime de Teerã, a quem acusa de querer possuir armas nucleares, informou neste domingo a edição da revista americana "The New Yorker".

Esta maior intensificação das operações secretas no Irã ocorrem depois da aprovação pelo Congresso americano, no ano passado, de um envio de US$ 400 milhões pedidos pelo presidente George W. Bush para este fim.

O artigo cita entre suas fontes militares reformados, membros dos serviços secretos e do Congresso.

As atividades clandestinas envolvem principalmente suporte para grupos étnicos minoritários e outras organizações dissidentes. Elas incluem ainda o recolhimento de informações sobre as atividades nucleares do país.

Apesar destas atividades não serem algo novo, o artigo afirma que a escalada de operações no Irã, envolvendo a CIA e comandos especiais para missões conjuntas, são agora significativamente mais amplas.

Até então, as atividades clandestinas no Irã se concentravam na fronteira com o Iraque --de onde partiam ofensivas para capturar membros da Al Quds (o braço armado do Jihad Islâmico) e trazê-los ao Iraque para realizar interrogatórios, ou para perseguir líderes de milícias insurgentes que cruzassem a fronteira para se proteger.

Porém, muitas dessas atividades não foram descritas no pedido de verba de Bush, o que trouxe questionamentos. Segundo a lei federal, quando o presidente pede verba para uma atividade considerada secreta, precisa de aprovação dos líderes dos partidos Democrata e Republicano da Câmara e do Senado, além dos chefes dos comitês de segurança das duas Casas --o chamado Grupo dos Oito. Até mesmo um remanejamento de verbas dentro desse pedido precisa ser comunicado.

O embaixador americano no Iraque, Ryan Crocker, desmentiu na CNN as afirmações da "New Yorker", segundo as quais os Estados Unidos estariam realizando essas operações no Irã a partir da fronteira iraquiana.

 

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