Mundo
30/06/2008 - 09h24

Michele Obama diz não querer ser o foco da campanha democrata

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colaboração para a Folha Online

Michelle Obama, mulher do provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama, afirmou que não quer ser o foco da campanha do marido, mas será difícil ficar de fora dos holofotes da mídia e dos eleitores.

Em entrevista ao jornal norte-americano "USA Today", a candidata ao cargo de primeira-dama disse querer se manter verdadeira e deixar o foco da candidatura de Obama nos assuntos nacionais.

A tarefa será um desafio para Michelle que ocupou os jornais no começo da campanha pela nomeação com frases e declarações espontâneas e polêmicas. tentando humanizar a figura austera do marido, ela disse que ele deixa meias sujas pela casa, tem mau hálito e não guarda a manteiga na geladeira.

Kiichiro Sato-13.jun.2008/AP
Michelle Obama apresenta seu marido e provável candidato democrata em Ohio
Michelle Obama apresenta seu marido e provável candidato democrata em Ohio

Em outro momento, disse que estava orgulhosa do país "pela primeira vez em sua vida adulta". Mais uma vez, Michelle justificou a frase. "Foi tirada do contexto. Obviamente eu tenho orgulho do meu país", disse na entrevista.

"Eu tive que esclarecer pontos que foram descontruídos. Mas eles normalmente são os mesmos dois pontos", diz, acrescentando que não é alguém que gera controvérsia. "Eu não sou diferente da Hillary (Clinton) ou outra pessoa qualquer que foi alvo político. Há estratégia envolvida. Não é pessoal", continuou.

Em um sinal de mudança em sua postura de campanha, Michelle adotou um tom mais controlado e repercutiu o lema de campanha do marido.

"Eu não quero ser uma distração. eu quero ser parte da solução", disse, acrescentando que espera ajudar a tornar os Estados Unidos um lugar onde "mais pessoas trabalhadoras sentem que podem construir uma vida que faz sentido para eles e para seus filhos".

Como primeira-dama, Michelle disse que focaria em ajudar as pessoas a balancearem trabalho e família --papel que assumiu na campanha do marido--, as famílias de militares e a expandir o serviço nacional.

Com o início da campanha presidencial, Michelle está assumindo mais compromissos na agenda democrata. Ela lidera discussões sobre trabalho e os altos custos de gasolina e plano de saúde e conversa com eleitores com problemas.

Ela diz que quer se manter autêntica, agora que a mídia se volta a ela. "Eu tento me manter verdadeira a minha imagem o máximo possível. Eu sei que cada palavra que eu digo será escrutinada. Eu mantenho isso em mente. Mas se eu mudo muito, as pessoas verão e isso não parecerá verdade."

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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