Mundo
30/06/2008 - 10h02

Obama quer conquistar os redutos republicanos no sul dos EUA

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colaboração para a Folha Online

A equipe do provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama define estratégias para garantir os 270 votos eleitorais que precisa para ganhar as eleições de novembro. E nessa nova fase da campanha do senador, eles se mostram dispostos a lutar agressivamente pelos redutos republicanos no sul do país, Estados que votam majoritariamente pelos seus rivais há 40 anos.

Seus assessores garantem que a campanha está em alta no sul com eventos na Carolina do Norte, Virgínia e anúncios na televisão na Flórida, Geórgia. Steve Hildebrand, vice-diretor de campanha de Obama, disse que vê "potencial tremendo" em muitos Estados da região.

"Se você olhar o número de eleitores não registrados nos grupos demográficos que são importantes para a candidatura de Barack --jovens eleitores, afroamericanos-- o potencial é simplesmente inacreditável", disse hildebrand, em reportagem do jornal norte-americano "The New York Times".

Veja a íntegra, em inglês

A história aponta um cenário menos promissor para Obama. Os Estados do sul são conhecidos como os maiores e mais fortes redutos de voto republicano, formado por eleitores que "fugiram" dos democratas nos anos 60. Nas últimas duas eleições presidenciais, os democratas não conseguiram conquistar nenhum destes Estados.

Embora os candidatos democratas, como aponta o jornal, terem conquistado cerca de 90% dos votos dos negros na região, este eleitorado nunca foi suficiente para garantir a vitória. Assim, eles precisariam de 40% do voto branco para conquistar esta vitória, segundo estimativas de cientistas políticos.

Estratégia

Alex Brandon-05jun.08/AP
Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama D-Ill., speaks at a town hall-style meeting at Virginia High School in Bristol, Va., Thursday, June 5, 2008. (AP Photo/Alex Brandon)
Obama faz campanha na VIrgínia dois dias após conquistar a nomeação democrata

A estratégia de Obama para conquistar estes Estados consiste em um aumento significativo do registro de eleitores negros e a votação em massa nas primárias democratas --o voto nos EUA não é obrigatório.

Hildebrand disse ao "NYT" que, segundo estimativas, há 600 mil eleitores negros não registrados na Geórgia e que, do outro lado, Obama pode aumentar sua votação entre os brancos investindo nos jovens eleitores, mais progressistas.

Se a conquista do sul parece um desafio histórico talvez grande demais para Obama, sem eles, os democratas precisam ganhar cerca de 70% do resto dos votos eleitorais, segundo Merle Black, especialista em políticas do sul na Universidade de Emory.

E segundo Ray Mabus, ex-governador do Mississippi e conselheiro de Obama, o interesse da campanha democrata no sul já está aquecendo a competição, obrigando o provável candidato republicano John McCain a destinar tempo em sua agenda para fazer eventos no Estado.

"Eu não acho que ele teria vindo [ao Mississippi] se ele achasse que estava garantido", disse ao "NYT".

Outra vantagem de Obama é sua liderança consolidada na arrecadação de verbas. Com muito mais dinheiro para investir em comerciais e campanha direta, ele deve lutar pelos independentes e pelos republicanos insatisfeitos, em um ano no qual a popularidade do presidente George W. Bush está em seus menores índices.

Gordon Giffin, ativista democrata no sul, disse que a economia e a Guerra do Iraque criaram "mais eleitores brancos no sul do que em qualquer outro momento da história recente". E muitos analistas concordam que este ano é o mais promissor aos democratas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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