Mundo
30/06/2008 - 11h08

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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colaboração para a Folha Online

Em uma disputa presidencial marcada por recordes e situações incomuns, a equipe do provável candidato democrata Barack Obama investe na campanha pelo registro de eleitores afro-americanos.

Tom Wolf, organizador da campanha de Obama, afirmou que negros mais velhos são o foco deste trabalho. Ele reconhece que uma onda de registros de eleitores negros colocariam Obama na disputa por algumas regiões tradicionalmente republicanas.

"Eu garanto a você que a votação em massa dos afroamericanos, se eu for o nomeado, aumentará em 30% em todo o país, no mínimo", disse Obama, em um evento de campanha no início do ano.

Este foco em novos eleitores é incomum. A maioria das campanhas presidenciais concentra-se em ampliar seu apelo na base e ganhar independentes.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"USA Today"(EUA)
Grupo com conexão com Hillary está pronto para apoiar Obama

Reprodução
USA Today
USA Today

Um grupo que ajudou a eleger Bill Clinton à Presidência e apoiava a ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton parece estar pronto para apoiar o democrata Barack Obama na corrida pela Casa Branca.

"Ultimamente, eu me importo em colocar um democrata forte na Casa Branca", disse Phil Bartlett, membro do Conselho de Liderança Democrata (DLC, na sigla em inglês) e senador por Maine.

Mas muitos membros do DLC, que se encontraram em Chicago neste domingo, argumentaram que a vitória exigiria seguir a filosofia centrista da organização.

Eles pediram a Obama que enfatizasse as soluções práticas aos problemas que afetam diretamente aos eleitores --preço do combustível, inflação, escolas em falência, segurança de trabalho. Ele não pode deixar os republicanos definirem ele como um liberal e ele não pode deixar que a esquerda o empurre em direção a uma campanha baseada em retribuição contra o mandato de George W. Bush.

"The Wall Street Journal"(EUA)
Obama quer aumentar número de eleitores negros registrados

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Em uma tarde quente em Raleigh, Carolina do Norte, Tom Wolf, organizador da campanha de Barack Obama, entregou os resultados de centenas de horas de esforço da equipe --130 novos registros de voto-- no Condado de Wake. Eles foram preenchidos por alguns eleitores que tendem aos republicanos, alguns jovens e muitos afroamericanos mais velhos que pararam de votar há anos.

Estes negros mais velhos são o foco de Wolf, um soldado em um dos mais não-convencionais aspectos da campanha presidencial do senador por Illinois. Senador Obama reconhece que uma onda de registros de eleitores negros o colocariam no jogo em algumas regiões reduto dos republicanos.

"Eu garanto a você que a votação em massa dos afroamericanos, se eu for o nomeado, aumentará em 30% em todo o país, no mínimo", disse Obama, em um evento de campanha no início do ano.

Este foco em novos eleitores é incomum. A maioria das campanhas presidenciais concentra-se em ampliar seu apelo na base e ganhar independentes. O registro de eleitores é pensado como algo algo não-prioritário, escondido sob arrecadação de verba e campanha porta-a-porta.

"The New York Times"(EUA)
Viajar para fora do país para conquistar votos em casa

Reprodução
NY Times
NY Times

Colômbia dificilmente é um campo de batalha das eleições presidenciais dos EUA. Assim como a França e a Jordânia. Mas os senadores John McCain e Barack Obama estão indo para estes países e outros porque votos podem ser ganhos lá.

Os votos são a recompensa que os americanos dão a este tipo de viagem --a experiência que reassegura a eles que o futuro presidente pode preveni-los de futuros eventos.

O que ajuda os candidatos neste esforço são as imagens deles consultando líderes estrangeiros e dando discursos em solo internacional, assim como o conhecimento que eles reúnem durante estas viagens.

Obama precisa oferecer esta segurança aos eleitores para capitalizar em cima do vento extremamente favorável aos democratas em 2008. McCain precisa preservar as vantagens conquistadas de seu histórico como prisioneiro de guerra e em assuntos de segurança nacional.

"Washington Post"(EUA)
Onde os falsos rumores sobre Obama voam

Reprodução
Washington Post
Washington Post

Jim Peterman observa as quatro bandeiras norte-americanas plantadas na frente de sua casa e coça a testa. Peterman, 74, é um operário aposentado, veterano da Aeronáutica e se descreve como patriota. Ele acredita que um voto inteligente é uma das maiores responsabilidades americanas e por isso que todos os rumores sobre Barack Obama continuam confundindo-no.

Ele já assistiu notícias e propagandas suficientes para saber que Obama nasceu no Havaí e é cristão. Mas na internet, nas ruas, nas lojas, Peterman ouve que Obama nasceu na África e que é um racista gay muçulmano que se recusa a recitar o juramento à bandeira.

Em Findlay, uma cidade do Cinturão Enferrujado de 40 mil habitantes, falsos rumores sobre Obama construíram uma credibilidade do boca-a-boca baseados em uma biografia alternativa.

Diante de pesquisas que mostram que cerca de 10% dos americanos pensam que Obama é muçulmano, a campanha lançou um esforço agressivo para desacreditar estes rumores e esclarecer o passado de Obama. Dúzias de voluntários forma enviados a Ohio cinco meses antes da eleição para educar os eleitores.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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