Pesquisa aponta que 23% dos eleitores dos EUA estão indecisos
colaboração para a Folha Online
Pesquisa conjunta do "USA Today"/Gallup aponta que 23% dos eleitores norte-americanos não têm voto definido para as eleições de 4 de novembro, incluindo 6% que não têm preferência entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain e 17% que apóiam um dos dois prováveis candidatos, mas afirmam que podem mudar de idéia até o dia da votação.
O cenário mostra mais um aspecto inédito da campanha presidencial deste ano, nunca os eleitores indecisos representaram um grupo tão grande --e por isso tão visado pelos presidenciáveis.
Em 2004, a maior porcentagem destes eleitores "pêndulos", que podem mudar de voto, foi de 18% em maio. Na última pesquisa realizada antes da eleição, apenas 9% dos entrevistados disseram não ter uma escolha definitiva para as eleições.
Na sondagem deste ano, os eleitores "pêndulos" parecem não vir dos grupos de forte apoio a Obama, o que mostra que o democrata tem bases eleitorais consolidadas. Assim, apenas 12% dos eleitores com menos de 30 anos mostram-se indefinidos, comparado com 25% daqueles com mais de 30 anos.
Outro cenário positivo para o senador por Illinois mostra que eleitores brancos são mais propensos a não terem compromisso com nenhum candidato do que os eleitores não-brancos --com 26% e 18% se declarando indefinidos, respectivamente. Obama tem o apoio de mais de 90% dos eleitores negros e cerca de 60% dos hispânicos.
Visão positiva
No geral, estes eleitores tendem a ter uma visão positiva tanto de McCain quanto de Obama --50%. Outros 13% vêem Obama de maneira positiva e McCain de maneira negativa. Quando o cenário se inverte, a porcentagem chega a 17%. Apenas 11% vêem ambos os prováveis candidatos de maneira negativa.
Em julho de 2004, apenas 25% dos eleitores indefinidos viam tanto democrata John Kerry quanto o republicano George W. Bush de maneira favorável, enquanto 13% tinham uma visão negativa de ambos.
Isso pode indicar que a decisão deste crucial bloco de eleitores se baseará mais nas propostas e opiniões políticas do que na imagem pública mantida pelos presidenciáveis. Assim, os anúncios, as escolhas para vice-presidente e a performance nos debates eleitorais serão acompanhados de perto por esta parcela dos eleitores norte-americanos.
Com uma proporção maior de eleitores indecisos na disputa, Obama e McCain terão que reformular suas estratégias para incluir este importante eleitorado na campanha.
E se dedicarem mais tempo --e muito mais dinheiro-- nestes eleitores, é provável que os senadores tenham uma recepção muito positiva, um reflexo da alta porcentagem deles que vêem ambos de maneira favorável.
A pesquisa foi realizada entre 15 e 19 de junho e consultou 1.310 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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