Mundo
30/06/2008 - 21h22

EUA mantêm silêncio sobre operações secretas no Irã

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da Folha Online

A Casa Branca se negou nesta segunda-feira a comentar uma informação de que os Estados Unidos teriam ampliado suas operações secretas no Irã.

"Não poderia me expressar nem num sentido nem no outro", afirmou a porta-voz da Casa Branca Dana Perino.

Questionada sobre as razões pelas quais não confirmava nem desmentia a informação publicada pela revista "New Yorker", Perino declarou que a revista se referia a operações clandestinas e que a Casa Branca não se pronunciaria sobre o assunto.

Em sua última edição, a "New Yorker" escreveu que o Congresso aprovou, no final de 2007, um pedido do presidente George W. Bush por uma ampliação das operações secretas no Irã.

As operações, para as quais Bush teria pedido US$ 400 milhões (cerca de R$ 803 milhões), serviriam para dar apoio, por exemplo, às minorias árabe e baluchi em regiões onde o poder central está exposto à violência, assim como a organizações contrárias ao regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad, informou a "New Yorker", citando fontes que trabalharam ou trabalham para o Exército, a Inteligência ou o Congresso.

Essas operações também teriam como objetivo reunir informações sobre as atividades nucleares da República Islâmica, segundo a publicação.

O embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Ryan Crocker, desmentiu categoricamente que os americanos estejam atravessando a fronteira para manter operações secretas no Irã. Mas isso não exclui operações de outras origens.

Os EUA e o Irã são inimigos desde a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá Reza Pahlevi --aliado de Washington-- e impôs um regime teocrático no país. Nos últimos anos, os EUA acusam Teerã de apoiar com dinheiro e treinamento as milícias xiitas do Iraque e de tentar produzir armas nucleares. O Irã nega as acusações e se recusa a interromper seu programa nuclear, conforme demanda o Ocidente.

 

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