Irã rejeita comparação de seu programa nuclear com o da Coréia do Norte
da Efe, em Teerã
O governo iraniano classificou nesta terça-feira de "ilógica e errônea" a comparação de suas atividades atômicas com as da Coréia do Norte e insistiu em que quer obter seus direitos nucleares através da cooperação com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
"Uma comparação assim é ilógica, errônea e tem fins políticos", disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Mohamad Ali Hosseini, em alusão a informações publicadas recentemente na imprensa americana, segundo a agência Irna.
"Nosso programa é diferente do de outros países. Atuamos dentro das leis internacionais e dos princípios islâmicos, e nunca trabalharemos com objetivos que não sejam pacíficos", reafirmou.
Hosseini não se referiu ao enriquecimento de urânio que a comunidade internacional quer que o Irã suspenda por suspeitar de que Teerã possa utilizá-lo para fins militares. "Nossas atividades se desenvolvem sob a supervisão da AIEA e todos os relatórios desta agência asseguram que o programa iraniano não foi desviado", acrescentou o porta-voz.
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) adotou nos últimos dois anos três resoluções com sanções contra o Irã por sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio, enquanto a UE (União Européia) impôs neste mês medidas punitivas contra personalidades e entidades financeiras iranianas pelo mesmo motivo.
O Irã anunciou na semana passada que estuda "cuidadosamente e de um ponto de vista construtivo" o pacote de incentivos do Ocidente para solucionar a polêmica em torno de seus planos nucleares, mas reiterou que não abandonará o enriquecimento de urânio.
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