Polícia deve arquivar investigação sobre caso Madeleine, diz imprensa
da Folha Online
Mais de um ano após o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, a imprensa portuguesa informa nesta terça-feira que a polícia encerrou as investigações por falta de provas e que o caso deverá ser arquivado.
Madeleine sumiu do apartamento onde dormia com os irmãos gêmeos, Sean e Amelie, de 2 anos de idade à época, durante as férias da família no Algarve, em Portugal, em 3 de maio do ano passado. Os pais da menina jantavam com amigos em um restaurante próximo e quando voltaram ao quarto não encontraram a filha. O caso veio à tona dois dias depois, em 5 de maio, quando a polícia noticiou as buscas pela menina.
Dois jornais portugueses, o "Correio da Manhã" e o "Jornal de Notícias", disseram que o escritório do Ministério Público deve arquivar o processo até 14 de julho, dia em que acaba o segredo de Justiça. A polícia não comentou o assunto à imprensa local.
| AP |
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| A menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em maio de 2007 em Portugal; polícia encerra investigações sobre o caso |
"A polícia não tem provas suficientes que permitam um indiciamento formal do casal McCann no desaparecimento da filha", afirma o "Correio da Manhã".
Segundo o mesmo jornal, o arquivamento da investigação deve ser anunciado nos próximos dias, pois a decisão já foi combinada entre os investigadores e a promotoria.
"A polícia não encontrou culpados", diz o "Jornal de Notícias", que acrescenta que o relatório dos investigadores "se limita a descrever os fatos, sem abrir caminhos para explicar o desaparecimento". A investigação, segundo o jornal, não permitiu concluir se se tratou de um seqüestro ou de homicídio.
O casal McCann, envolvido pela polícia no caso desde setembro, organizou uma ampla campanha internacional para encontrar a filha afirmando estar convencido de que ela foi seqüestrada. Os investigadores portugueses privilegiaram a tese da morte, acreditando que esta poderia ter sido acidental e com o envolvimento dos pais.
"Não sabemos nada oficial ainda, não ouvimos nada", disse Clarence Mitchell, porta-voz dos pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, à rede de TV britânica BBC.
Suspeitos
O casal McCann entrou para a lista de suspeitos em setembro do ano passado, depois que foram encontradas uma seringa hipodérmica no quarto do casal no resort e amostras de DNA de Madeleine no carro que alugaram 25 dias depois do desaparecimento da menina.
A polícia sustentava a hipótese de que os pais tinham dado uma overdose de calmantes na menina para que ela dormisse enquanto jantavam com amigos. Diante da morte acidental, eles teriam ocultado o corpo e depois transportado para outro lugar dentro do porta-malas do carro.
O casal alega inocência e justifica as amostras de DNA no carro dizendo que foi transferida de objetos pessoais da menina transportados no porta-malas quando se mudaram do apartamento alugado para as férias.
Família
No aniversário de um ano do desaparecimento de Madeleine, a família reafirmou a crença de que a menina está viva."Eu acho que há uma chance muito, muito boa de que ela ainda esteja viva", disse o pai Gerry McCann. "Qualquer pai poderá entender que faremos o que for possível para recuperar nossa menina. Iremos ao fim do mundo. Somos os pais de Madeleine, se não a ajudarmos, quem a ajudará?", disse Kate, a mãe, na ocasião.
A família McCann voltou para o Reino Unido no começo de setembro do ano passado. Eles organizaram diversas campanhas mundiais para encontrar a filha, mas nenhuma pista efetiva de seu paradeiro foi encontrada.
Os pais estão convencidos de que a melhor chance para encontrar a filha é pedindo ajuda para o público e mantendo o caso vivo na mídia. "Encontrá-la é a parte difícil, mas eu acho que nós podemos, com a ajuda do público", disse Gerry McCann ao jornal português.
O caso ganhou tamanha repercussão mundial que chegou até ao Brasil. Em maio deste ano, o delegado da Polícia Federal e chefe da Interpol no Brasil, Jorge Pontes, anunciou ter recebido denúncias sobre a possibilidade de a menina Madeleine McCann estar no país.
Pontes afirmou que nenhuma das informações de testemunhas que afirmaram ter visto a menina no Brasil pôde ser confirmada. "Esse caso é intrigante e mexeu com o imaginário das pessoas, sensibilizou de uma maneira geral. Recebemos algumas denúncias de que ela poderia ter sido vista em alguns locais do Rio de Janeiro", disse Pontes em entrevista à Folha Online.
Com agências internacionais
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Mesmo assim agradeço o espaço...ahhh e só dão tanto enfase nesta historia porque é uma menina do 1º mundo e rica....... porque temos aki no Brasil crianças sendo espancadas e que somem e nem ao menos citam o nome delas.......então gente é muito louvavel o que fazem o que dizem ... mas querem dar um culpado para a garotinha da ingleterra ..... mas antes disso pense nas nossas crianças.. "QUEREM SALVAR O MUNDO, PRIMEIRAMENTE ARRUMEM VOSSOS QUARTOS"
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