Mundo
02/07/2008 - 16h53

Saiba mais sobre Ingrid Betancourt

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colaboração para a Folha Online

Ingrid Betancourt, a franco-colombiana libertada nesta quarta-feira pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), completou seis anos em poder da guerrilha no dia 23 de fevereiro. Ela foi seqüestrada em 2002 --quando concorria às eleições presidenciais colombianas.

No cativeiro, seu Estado de saúde piorou. "Ela sofre de hepatite e, obviamente, é um problema crônico. Sabe-se que, quando a doença volta, o quadro é ainda mais grave", disse o ex-marido de Betancourt, Fabrice Delloye,à agência de notícias France Presse.

Ricardo Mazalan/AP
Ex-refém Ingrid Betancourt recebe um beijo de sua mãe ao chegar a Bogotá nesta quarta-feira, após permanecer seis anos de cativeiro
Ex-refém Ingrid Betancourt recebe um beijo de sua mãe ao chegar a Bogotá nesta quarta-feira, após permanecer seis anos em cativeiro

Segundo informações de ex-reféns, ela teria tido malária, hepatite do tipo B e leishmaniose, além de problemas de insuficiência cardíaca durante os anos que passou com as Farc.

A saúde de Ingrid Betancourt, cada vez mais preocupante, levou várias autoridades a se mobilizarem para libertá-la.

A França enviou uma missão humanitária à Colômbia, e o governo colombiano do presidente Álvaro Uribe aceitou suspender suas operações militares no sudeste do país para permitir o eventual envio de médicos.

Carta

Os relatos de ex-reféns e uma carta enviada a sua mãe, Yolanda Pulecio, em novembro de 2007, mostraram que os guerrilheiros a submetiam a punições e humilhações constantes.

"Eles (os guerrilheiros) me tiraram tudo. Tento ficar silenciosa, falo o mínimo possível para evitar os problemas. Não tenho vontade de nada", escreveu Betancourt na última carta enviada a sua mãe.

No fim de 2007, o Exército prendeu um grupo de membros das Farc com documentos sobre a guerrilha, inclusive um vídeo que mostrava Betancourt magra e abatida na selva, ao lado de três norte-americanos.

Betancourt e os três norte-americanos libertados hoje estavam entre os 44 reféns das Farc a serem trocados por prisioneiros da guerrilha. O governo colombiano afirma outras 700 são mantidas reféns.

A franco-colombiana começou sua carreira política na Câmara dos Representantes, depois de ter distribuído camisinhas nas ruas de Bogotá com o slogan: "a corrupção é a Aids da nossa sociedade. Protejam-se".

Com Reuters e France Presse

Comentários dos leitores
João Carlos Gagliardi (581) 09/02/2009 17h55
João Carlos Gagliardi (581) 09/02/2009 17h55
As Farc tem que agradecer ao lula e ao pt, não ao Brasil, bem como aos traidores brasileiros que integram a organização neo-comunista chamada "Foro de São Paulo", do qual o pt faz parte, juntamente com vários bolivarianos demagogos e os narcotraficanntes da Farc, que tem contato direto com membros do primeiro escalão deste nosso (des)governo, pela ajuda política que tem recebido.
As Farc, são compostas por sequestradores e traficantes, que sequer são classificados assim pela imprensa marrom controlada pelos petralhas.
Esses bandidos, que tentam derrubar o governo democraticamente eleito da colombia, são inacreditavelmente tratados pelo governo brasileiro como "revolucionários"...
Então, sem dúvida as Farc tem muito para agradecer a alguns "brasileiros"...
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Ronaldo Luis Gonçalves (36) 09/02/2009 17h55
Ronaldo Luis Gonçalves (36) 09/02/2009 17h55
A FARC, vai acabar virando partido político na Bolivia, e largar as armas, o que é um bom negócio. O PT têm uma história antiga com este grupo, é por causa disto agora recebe apoio direto do palácio. A minha opinião é que o Brasil agiu bem, ao ajudar este grupo. 3 opiniões
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É interessante observar o ranço ideológico com que alguns participantes deste Fórum referem-se à Cuba.
Inegavelmente o citado país não pode ser apontado como um exemplo de bem estar sócio-econômico e muito menos o regime político com que se possa sonhar quando se pensa em Democracia. Por outro lado, não se pode ignorar que seus Governantes conseguiram indiscutíveis avanços na área educacional, saneamento básico e medicina preventiva (não estou fazendo apologia de Cuba mas tão somente reconhecendo resultados que indicadores sócio-econômicos identificam). Basta comparar IDH, percentual de analfabetismo e IDH com outros países da África e América Latina, por exemplo, que possuem população e PIB semelhantes e em tese, constituem-se em regimes democráticos (há controvérsias) mas sem dúvida, e que optaram pelo Capitalismo.
Em suma, como frequentemente ocorre, na natureza e na Política a avaliação mais justa tende ao centro em detrimento de posições extremadas (demonizar ou insensar costuma induzir a equívocos de igual magnitude).
Não é demais reconhecer que mesmo a crítica das estratégias e políticas implantadas fica prejudicada na medida em que esse país foi sim muito prejudicado pelo embargo norte-americano (imagine o que seria da China - cujo regime até onde se sabe é tão ou mais totalitário quanto o cubano - não pudesse comercializar com o maior Mercado mundial...
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