Mundo
02/07/2008 - 17h19

Leia cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt

Publicidade

da France Presse, em Bogotá
colaboração para a Folha Online

A política franco-colombiana Ingrid Betancourt, três americanos e 11 militares colombianos foram resgatados das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) por tropas colombianas, declarou o ministro da Defesa Juan Manuel Santos nesta quarta-feira.

Santos afirmou que todos os ex-reféns estão em estado de saúde razoavelmente bom após os anos que passaram na selva colombiana.

Leia alguns dos principais acontecimentos em relação ao caso:

2002

23 de fevereiro: as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) seqüestram Betancourt, candidata à Presidência, e sua coordenadora de campanha, Clara Rojas, perto de San Vicente del Caguán, 740 km ao sudeste de Bogotá

27 de fevereiro: a guerrilha se oferece para libertar Betancourt em troca de rebeldes presos

26 de maio: Betancourt obtém 0,5% dos votos na eleição presidencial

23 de julho: as Farc divulgam um vídeo de Betancourt gravado no dia 15 de maio

7 de agosto: Alvaro Uribe assume a presidência, partidário da linha dura com a guerrilha

15 de novembro: Uribe revela um plano para enviar rebeldes presos ao exterior, com apoio da França, em troca da libertação de seqüestrados

3 de dezembro: as Farc exigem que dois departamentos (cerca de 115.000 km²) sejam desmilitarizados para negociar uma troca

2003

28 de abril: a guerrilha designa três negociadores

9 de julho: a França envia um avião a Manaus, no Amazonas, para uma eventual libertação de Betancourt, em uma operação secreta que fracassa

30 de agosto: Betancourt aparece pela segunda vez em um vídeo, gravado em maio

2004

2 de dezembro: o presidente colombiano perdoa 23 guerrilheiros para retomar negociações para um acordo humanitário

3 de dezembro: as Farc pedem a liberdade de 500 rebeldes presos em troca de reféns e a desmilitarização de um território de 800 km², que inclui os povoados de Florida e Pradera

2005

13 de dezembro: França, Espanha e Suíça propõem negociar a troca em uma pequena propriedade rural no sudeste da Colômbia com observação internacional. Uribe aceita

2006

2 de janeiro: as Farc dizem desconhecer a proposta européia e consideram que negociar seria favorecer Uribe, que aspirava a ser reeleito

29 de maio: Uribe é reeleito para um segundo mandato

24 de setembro: as Farc divulgam um vídeo de 12 deputados reféns. Um chefe rebelde assegura que Betancourt vive nas mesmas condições que os guerrilheiros

28 de setembro: Uribe anuncia a disposição de desmilitarizar Florida e Pradera

20 de outubro: o governo suspende as aproximações, devido à explosão de um carro-bomba atribuída às Farc, em uma universidade militar em Bogotá

31 de dezembro: o ex-ministro Fernando Araújo, um dos reféns das Farc, escapa no meio de uma operação militar ao norte da Colômbia. Em fevereiro, ele é nomeado chanceler

2007

30 de janeiro: Uribe diz à cúpula da polícia que 2007 será um ano "crucial para resgatar os seqüestrados". O governo francês e a família de Betancourt se opõem a uma operação militar

28 de abril: o policial John Frank Pinchao, que partilhava o cativeiro com Betancourt, consegue escapar e conta que ela permanece em um acampamento na selva do sudeste da Colômbia

6 de maio: em seu primeiro discurso após ser eleito presidente da França, Nicolas Sarkozy afirma que não esquecerá da sorte de Betancourt

1º de junho: Uribe começa a libertar mais de 120 guerrilheiros das Farc, entre eles o chamado "chanceler" do grupo, Rodrigo Granda, cuja liberdade foi solicitada por Sarkozy

28 de junho: as Farc anunciam que 11 deputados reféns morreram em um "fogo cruzado com um grupo militar não identificado". Uribe as acusa de assassinato

2 de agosto: Uribe se diz disposto a negociar em três meses a paz com as Farc, mas a guerrilha recusa a oferta

15 de agosto: Uribe nomeia a senadora opositora Piedad Córdoba como facilitadora para a troca

17 de agosto: Chávez aceita fazer a mediação entre as Farc e Uribe mas, em seguida, é afastado pelo presidente colombiano do papel de mediador

2008

27 de fevereiro: um dos três ex-parlamentares libertados pelas Farc, Luis Eladio Pérez Bonilla, denuncia a situação degradante vivida por Betancourt na selva

29 de março: o presidente colombiano visita a região onde Ingrid Betancourt estaria, o povoado de San José del Guaviare (400 km ao sudeste de Bogotá), capital do departamento de Guaviare.

O padre Manuel Mancera confirma que cerca de 200 guerrilheiros acompanharam Ingrid Betancourt a um posto médico na zona de Guaviare, na selva colombiana, no mês passado.

Ela sofreria de leishmaniose e hepatite.

Na véspera, o defensor público Vólmar Pérez já havia informado que Betancourt havia sido levada a um posto de saúde, na selva, devido ao agravamento de seu estado de saúde.

30 de março: França envia à Guiana um avião com equipe médica para Ingrid Betancourt.

2 de julho: Ingrid Betancourt é libertada pelo Exército colombiano.

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
avalie fechar
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
avalie fechar
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (277)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca