Libertação de Betancourt deve influenciar referendo na Colômbia
da Ansa, em Bogotá
O governo colombiano apresentará dia 20 de julho no Congresso o projeto do referendo que decidirá se as eleições de 2006 devem ou não ser retomadas. A informação foi dada pouco antes do anúncio da libertação de Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns que estavam em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
O referendo é uma idéia do presidente Álvaro Uribe e foi proposto devido aos confrontos deste com a Suprema Corte de Justiça, que havia pedido ao Tribunal Constitucional a revisão dos votos que o reelegeram em 2004.
Uribe tem níveis de popularidade que passam os 80%, e o resgate da franco-colombiana Betancourt certamente influenciará nas decisões que podem mantê-lo no cargo máximo do Executivo.
No anúncio do referendo, feito no dia 26 de junho, Uribe atacou os magistrados da Suprema Corte colombiana, alegando que exerciam "justiça seletiva", na tentativa de pressionar o Congresso e a própria Corte, que extraditou chefes paramilitares para os EUA.
Após alguns dias, ontem à noite a Corte retomou o tema e declarou que Uribe deve "respeitar e acatar" suas decisões.
O ministro do Interior e Justiça, Fabio Valencia Cossio, disse que o governo "acata e acatará as sentenças da Justiça, mas, se as sentenças não estão dentro de sua competência jurídica, qualquer um tem o direito de opinar e discordar das sentenças que são aplicadas".
O ministro também disse que em breve Uribe se pronunciaria sobre a declaração da Corte, apesar da notícia da libertação de 15 reféns das Farc, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que abalou a Colômbia.
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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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