Mundo
02/07/2008 - 18h19

Exército colombiano detalha operação de resgate de Betancourt

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da Ansa, em Bogotá

Após seis anos, terminou hoje o calvário de Ingrid Betancourt: o Exército colombiano libertou a ex-candidata à Presidência do país e outros 14 reféns mantidos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) -- três norte-americanos e onze militares colombianos -- em uma operação no departamento de Guaviare.

O resgate foi anunciado pelo ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, em uma coletiva de imprensa em Bogotá, na qual definiu a ação como "uma operação sem precedentes, que entrará para a história". Ao fim da coletiva, o ministro convidou os jornalistas para acompanhá-lo até a base militar de Tolemaida, para onde foram levados os reféns resgatados.

Também na coletiva de imprensa, o general Jaime Padilla de Leon descreveu em detalhes a operação na qual foram libertados os reféns e acrescentou que dois guerrilheiros das Farc foram capturados durante a ação.

A operação foi organizada em três fases: a primeira consistiu na identificação da área em que os reféns eram mantidos pelas Farc, na região de Guaviare, no sul da Colômbia, um "trabalho de inteligência e infiltração" na cúpula do grupo guerrilheiro e a segunda na operação de resgate.

O general explicou que a terceira fase consistia em um plano alternativo preparado para o caso de a operação de resgate falhar, o que não aconteceu.

Operação

Durante a ação foram capturados o guerrilheiro César e outro membro das Farc, que eram responsáveis pelos reféns resgatados. O Exército colombiano afirmou que não houve mortes durante o resgate.

A operação de resgate teve diversas etapas, que começaram com a fuga do policial John Frank Pinchao no ano passado, cuja busca começou a demarcar com maior precisão a área em que se encontrava o grupo de reféns.

Em fevereiro deste ano, durante a mesma busca, foi visto o senador Luis Eladio Pérez, que dias depois foi entregue pelas Farc. Depois foram vistos também os três norte-americanos libertados hoje.

Para fazer o resgate, militares colombianos enganaram os guerrilheiros responsáveis por vigiar os reféns, com uma suposta ordem para levá-los a um local no qual seriam deixados sob os cuidados do principal líder das Farc, Alfonso Cano.

Um helicóptero civil foi usado na operação, para tirar os reféns do local em que foram resgatados.

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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