Mundo
02/07/2008 - 19h10

Após resgate, família de Ingrid Betancourt viaja à Colômbia

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da Folha Online

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, declarou que a política franco-colombiana Ingrid Betancourt, resgatada nesta quarta-feira junto com outros 14 reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) está com "boa saúde" e que seus filhos estão indo à Colômbia para encontrá-la.

Sarkozy disse ainda que a França está pronta para receber rebeldes das Farc que renunciarem à violência. Após o mandatário francês, os filhos de Betancourt também deram declarações.

Arte Folha Online/Arte Folha Online

O presidente declarou que o ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, o filho e a filha de Betancourt irão partir da França na noite desta quarta-feira rumo à Colômbia.

O ministro da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou hoje que o Exército do país resgatou Ingrid Betancourt e outros 14 reféns da guerrilha --três americanos e onze militares colombianos.

"Quero primeiro dar graças a Deus e aos soldados da Colômbia", afirmou Betancourt à rádio do Exército colombiano logo após seu resgate, citada pela Agência France Presse

Betancourt

"A operação foi absolutamente impecável", acrescentou a franco-colombiana. "Creio que é um sinal de paz para a Colômbia."

Santos afirmou que todos os ex-reféns estão em estado de saúde razoavelmente bom após anos como reféns na selva colombiana.

"Essa foi uma ação sem precedentes", declarou Santos, em coletiva na sede do Ministério da Defesa, em Bogotá. "Isso entrará na história por sua audácia e efetividade."

AP
Imagem de Betancourt retirada de vídeo divulgado em novembro do ano passado
Imagem de Betancourt retirada de vídeo divulgado em novembro do ano passado

Betancourt, os três americanos, três políticos e dezenas de militares e policiais colombianos integravam o grupo de cerca de 40 reféns que a guerrilha propunha trocar por 500 rebeldes presos, após a criação de uma zona desmilitarizada no país.

A franco-colombiana foi seqüestrada em 2002, quando fazia campanha eleitoral como candidata à Presidência. Ela foi vista pela última vez em um vídeo da guerrilha divulgado no ano passado, onde aparecia abatida e doente.

A imagem do vídeo e boatos de que ela estaria com uma série de doenças desencadearam uma pressão da comunidade internacional e do governo francês pela libertação de Betancourt.

O resgate foi realizado em uma zona de floresta do Departamento de Guaviare, no sudoeste da Colômbia, de acordo com Santos.

"Seguiremos trabalhando na libertação dos demais seqüestrados. Fazemos um chamado aos atuais líderes das Farc para que não matem, liberem os outros seqüestrados e não sacrifiquem seus homens", declarou o ministro.

Farc

Os americanos --três funcionários do Departamento de Defesa dos EUA-- foram capturados em 2003, após o pequeno avião em que estavam cair na floresta. Eles participavam de uma operação de erradicação de campos de cultivo de coca no país.

Em Paris, um assessor do presidente Nicolas Sarkozy, questionado sobre a notícia, disse que a Presidência não tinha comentários a fazer no momento.

As Farc, a mais antiga insurgência da América Latina, existente há cerca de 40 anos, pediram ao presidente Álvaro Uribe para retirar as tropas de uma área do tamanho da cidade de Nova York para facilitar as conversas.

Uribe, em seu segundo mandato seguido e popular no país por sua luta contra os rebeldes, se recusa a aceitar a pré-condição.

As Farc, antes uma força de 17 mil homens capaz de atacar cidades e realizar diversos seqüestros, foi confinada a áreas remotas e agora têm cerca de 9.000 homens. As guerrilhas também perderam três membros da sua cúpula, composta por sete pessoas, entre eles o número 1 e fundador do grupo, Manuel Tirofijo, e o número 2 Raul Reyes.

Considerado como um grupo terrorista pela União Européia e pelos EUA, as Farc usam a cocaína colombiana para financiar suas atividades.

Mais reféns

A advogada Clara Rojas, assessora de Betancourt, foi tomada refém na mesma ocasião. Rojas foi libertada em 10 de janeiro deste ano, junto à ex-congressista Consuelo González de Perdomo, graças a gestões humanitárias lideradas pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e pela senadora opositora colombiana Piedad Córdoba.

Rojas tem um filho de três anos, fruto de uma relação com um guerrilheiro quando estava em cativeiro.

No último dia 27 de fevereiro, as Farc libertaram os ex-legisladores Luis Eladio Pérez, Jorge Eduardo Géchem, Gloria Polanco de Lozada e Orlando Beltrán.

Estima-se que na Colômbia há hoje pouco mais de 3.000 seqüestrados, sendo que alguns estão em cativeiro há mais de dez anos.

Com Agências Internacionais

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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