Ex-refém diz que nunca perdeu a esperança de encontrar Betancourt
da Ansa, em Bogotá
da Folha Online
"Nunca perdi a esperança de voltar a ver Ingrid", disse nesta quarta-feira Clara Rojas, ex-assessora da franco-colombiana que também ficou em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) por 6 anos. Rojas foi solta em 10 de janeiro.
Em uma entrevista à rede de TV CNN em espanhol, Rojas disse estar "comovida, muito feliz e aliviada, como todo o povo colombiano" depois da libertação de Betancourt, acrescentando que considera "uma bênção de Deus que Ingrid tenha sido libertada e esteja bem".
"Eu devo encontrá-la daqui a pouco", revelou Rojas, destacando que, segundo foi informada, Betancourt "está abatida", mas negando que ela precise de mais que "os controles médicos normais" a que os reféns são submetidos, após viver por anos em condições muito difíceis.
A franco-colombiana foi seqüestrada em 2002, quando fazia campanha eleitoral como candidata à Presidência. Ela havia sido vista pela última vez em um vídeo da guerrilha divulgado no ano passado, onde aparecia abatida e doente.
O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta quarta-feira a libertação de Betancourt, três americanos e 11 militares colombianos por tropas colombianas.
O resgate foi realizado em uma zona de floresta do Departamento de Guaviare, no sudoeste da Colômbia, de acordo com Santos, que afirmou que todos os ex-reféns estão em estado de saúde "razoavelmente bom" após passarem anos como reféns na selva colombiana.
Betancourt, os três americanos, três políticos e dezenas de militares e policiais colombianos integravam o grupo de cerca de 40 reféns que a guerrilha propunha trocar por 500 rebeldes presos, após a criação de uma zona desmilitarizada no país.
"Quero primeiro dar graças a Deus e aos soldados da Colômbia", afirmou Betancourt à rádio do Exército colombiano logo após seu resgate, citada pela agência France Presse.
"A operação foi absolutamente impecável", acrescentou a franco-colombiana. "Creio que é um sinal de paz para a Colômbia."
O vídeo e os boatos de que ela estaria com uma série de doenças desencadearam uma pressão da comunidade internacional e do governo francês pela libertação de Betancourt.
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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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