Mundo
03/07/2008 - 05h54

Anistia exige libertação imediata de todos os reféns das Farc

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da Efe, em Londres

A ONG Anistia Internacional comemorou nesta quarta-feira (2) a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, mas exigiu a "imediata e incondicional" liberação do restante dos reféns em poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

A libertação da ex-candidata à Presidência colombiana "é uma boa notícia, mas não devemos esquecer que outras centenas continuam como reféns em diferentes lugares da Colômbia", afirmou a entidade em comunicado.

Betancourt, 46, foi seqüestrada em 2002, quando fazia campanha eleitoral como candidata à Presidência. Ela foi libertada ontem em uma "operação impecável" do Exército colombiano, cujos membros conseguiram entrar disfarçados de trabalhadores humanitários entre a guerrilha e resgatar Ingrid, três americanos e outros 11 militares mantidos reféns.

A franco-colombiana, os três americanos, três políticos e dezenas de militares e policiais colombianos integravam o grupo de cerca de 40 reféns que a guerrilha propunha trocar por 500 rebeldes presos, após a criação de uma zona desmilitarizada no país

Antes da notícia da libertação, a secretária-geral da Anistia, Irene Khan, se reuniu em Londres com o ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos. Ela pediu ao governo espanhol que seja "mais firme" com a Colômbia, para minimizar as violações dos direitos humanos que ocorrem no país, "com assassinatos extrajudiciários, desaparecimentos forçados e o deslocamento da população".

Resgate

O resgate ocorreu na floresta do departamento de Guaviare, segundo o ministro. Militares colombianos fingiram ser membros de uma organização fictícia que supostamente iria levar os reféns de helicóptero a outro local, para se encontrarem com o líder rebelde Alfonso Cano.

"Os helicópteros, que na realidade eram do Exército pegaram os reféns em Guaviare e os levaram à liberdade", afirmou Santos. Dois guerrilheiros foram capturados na operação.

"Essa foi uma ação sem precedentes", declarou o ministro, em coletiva na sede do Ministério da Defesa, em Bogotá. "Isso entrará na história por sua audácia e efetividade."

Os três americanos retornaram nesta quinta-feira aos Estados Unidos. O trio desembarcou no começo desta quinta-feira na base aérea de Lackland (Texas). Marc Gonsalves, Thomas Howes and Keith Stansell foram mantidos sob cárcere durante cinco anos na selva colombiana.

Os três americanos libertados trabalhavam para a empresa Northrop Grumman e foram capturados quando o pequeno avião em que estavam caiu no meio da floresta. A serviço do Departamento de Defesa dos EUA, eles participavam de uma operação de erradicação de campos de cultivo de coca no país.

 

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