Republicano John McCain visita México em busca do voto latino
da France Presse, na Cidade do México
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, está no México para atrair os eleitores latinos nos Estados Unidos e apoiar o presidente Felipe Calderón em sua luta contra o tráfico de drogas.
"McCain reconheceu a liderança que o presidente Calderón tem mantido desde o início de sua administração na luta contra o crime organizado e o narcotráfico, e manifestou seu apoio à cooperação americana, incluindo esforços como a Iniciativa Mérida, para atender a esses desafios", declarou a Presidência mexicana, após encontro entre os dois políticos.
O governo mexicano mobiliza 36 mil soldados, em vários estados do país, para combater o narcotráfico, em uma guerra que já deixou mais de 1.500 mortos em 2008.
Porém, as autoridades mexicanas também reclamam "corresponsabilidade" na luta contra o tráfico de drogas, já que 80% das armas usadas pelos grupos criminosos mexicanos vês dos EUA, maior consumidor de cocaína do mundo.
McCain iniciou sua visita ao México comparecendo à Basílica da Virgem de Guadalupe, venerada pela maioria dos 12 milhões de mexicanos que vivem nos Estados Unidos.
"Esta é uma importante demonstração de que McCain tem o conhecimento e o respeito pelos católicos, não apenas nos Estados Unidos, mas também para a importante comunidade no México", destacou seu porta-voz, Thucker Bounts.
O candidato democrata, Barack Obama, conta atualmente com o apoio de 59% dos eleitores hispânicos, contra apenas 29% para McCain, segundo pesquisa do Instituto Gallup publicada na quarta-feira nos Estados Unidos.
No encontro com Calderón, o republicano reafirmou seu apoio ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta, entre México, EUA e Canadá, ao contrário de Obama, que durante as primárias democratas questionou a validade do tratado.
Na reunião com McCain, Calderón se esforçou para não mostrar preferências sobre a corrida eleitoral americana.
O governo do México "respeita as decisões do povo americano e de seus processos internos", afirma comunicado do governo.
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Especial


Para saber mais sobre os bastidores da politica americana, sugiro que assista a dois documentários: Why We Fight e Zeitgeist. O segundo é encontrado no Google Video.
Abs
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Sara Pallin foi brilhante, mas muito articial, não se defendeu de nenhuma das criticas, apenas acusou.
Não consigo acreditar que exista um povo no mundo que vá votar pela continuidade do status atual do governo americano.
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