Especialistas israelenses assessoraram resgate na Colômbia, diz imprensa
da Efe, em Jerusalém
A operação de libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e outros 14 reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) contou com a assessoria de especialistas israelenses em segurança, informa nesta sexta-feira a imprensa de Israel.
No entanto, a imprensa local ressalta a advertência feita pelos israelenses envolvidos na operação, de que "não se deve exagerar seu envolvimento, pois o crédito pela operação foi da Colômbia", país com o qual Israel vem estreitando seus laços em matéria de segurança nos últimos três anos.
Segundo o diário "Haaretz", a participação israelense na operação de resgate envolveu dezenas de especialistas em segurança e foi coordenada pela empresa Global CST, propriedade do ex-chefe de planejamento do Estado-Maior israelense, general Israel Ziv.
| Arte Folha Online/Arte Folha Online |
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"Foi a Operação Entebbe colombiana", disse Ziv, em referência à famosa operação na qual Israel recuperou mais de cem passageiros de um vôo seqüestrados por terroristas em Uganda.
"Ajudamos na preparação para a luta antiterrorista. Participamos do planejamento de operações e estratégias, e do desenvolvimento de suas fontes de inteligência", acrescentou uma fonte da companhia.
A Global CST é uma empresa privada, mas que oferece assessoria em matéria de segurança em parceria com o governo israelense, através da agência do Ministério da Defesa que deve aprovar que militares nacionais possam revelar a experiência adquirida no Exército de Israel.
Os israelenses não tomaram parte na execução da operação, segundo destaca o "Haaretz", mas assessoraram e guiaram as ações, além de terem vendido equipamentos e tecnologia de inteligência.
O "Yedioth Ahronoth", jornal de maior tiragem do país, coincide ao ressaltar que a participação israelense se centrou em "assuntos de inteligência, treinamento e criação de infra-estruturas operativas".
O jornal menciona um ex-ministro não identificado do Partido Trabalhista, que afirma "manter boas relações com a Colômbia", e que teria sido responsável por intensificar as relações no plano da defesa com o país nos últimos anos.
Israel vendeu à Colômbia aviões, aparelhos não tripulados, armas e sistemas de inteligência. Além disso, o Ministério da Defesa israelense calcula que a Global CST teria embolsado US$ 10 milhões em um contrato de trabalho na Colômbia.
Segundo o Ministério, foram contratados especialistas que trabalharam para o Mossad (serviço de inteligência israelense), o Shin Bet (serviço de segurança geral do país) e para diversas unidades do Exército israelense.
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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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