Para eleitores, Obama e McCain mudam de opinião para ganhar votos
colaboração para a Folha Online
Tanto o democrata Barack Obama quanto seu rival republicano John McCain são vistos como candidatos dispostos a mudar de princípios e propostas políticas para conquistar mais eleitores.
Uma pesquisa CNN/Opinion Research Corp. indicou que 61% dos eleitores apontaram que McCain mudou sua posição para angariar votos, contra 37% dos eleitores que não apontaram tal mudança. Já no caso de Obama, 59% indicaram uma mudança eleitoreira e outros 38% dizem que o senador manteve-se fiel à sua posição.
O cenário, como aponta reportagem da rede de televisão CNN, é mais um dos aspectos inéditos das eleições deste ano. Em 2004, quando o presidente George W; Bush conquistou a reeleição, apenas um terço dos eleitores diziam acreditar que ele mudaria sua agenda política por causa de novo cenário político no país.
E as acusações de mudança de postura e de proposta política tornam-se cada vez mais freqüentes com o acirramento da campanha pelas eleições gerais. Quando Obama recusou o sistema de financiamento público para poder arrecadar e gastar quanto quisesse entre doadores privados, McCain acusou-o de "faltar com a palavra" e descumprir uma promessa do começo de campanha.
| Reuters |
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| Barack Obama e John McCain são vistos como candidatos dispostos a mudar de postura política para ganhar mais votos |
Já McCain apresentou uma controversa proposta para a questão energética e de combustível. De um lado, propôs a troca da frota governamental por carros que usem combustíveis mais limpos e um prêmio milionário e redução de impostos para a indústria automobilística que investir em fontes alternativas de combustível. Do outro lado, diante dos petroleiros do Texas, defendeu o fim de um banimento federal sobre a exploração do petróleo da costa dos EUA.
Nesta terça-feira, em viagem à Colômbia, McCain disse que não muda sua postura de acordo com a platéia ou o calendário eleitoral. "Eu acredito que [os eleitores] verão cada vez mais que o senador Obama mudou sua postura em assuntos fundamentais. O que eles querem é confiar em seu líder e eu acho que ganharei nesta área", disse.
Nesta quinta-feira, na Dakota do Norte, Obama rebateu as críticas dizendo que McCain "é uma pessoa que se opôs aos cortes de impostos de Bush antes de defendê-los". "[McCain] mudou de postura em uma variedade de assuntos importantes durante o curso da campanha e então eu ficaria feliz em ter um debate sobre consistência com John McCain", disse.
Segundo Bill Schneider, analista política da CNN, a mudança de opinião dos candidatos pode não afetar tão profundamente os votos. "Depois de oito anos de George W. Bush, os eleitores podem receber bem um pouco de pragmatismo e flexibilidade em seus líderes. Os tempos mudam", disse.
Visão positiva
Uma indicação disso está nas boas taxas de aprovação dos candidatos, que são vistos favoravelmente pela maioria dos eleitores.
Segundo a sondagem, 63% dos eleitores tem uma opinião favorável de Obama. Já McCain tem 59% de opiniões favoráveis. Contudo, significativos 33% dos eleitores tem uma visão negativa de ambos os candidatos. Uma porcentagem considerável em uma disputa que se desenha acirrada.
A pesquisa também aponta que os candidatos estão fortalecendo seus pontos mais fracos diante dos eleitores. O número de eleitores que vêem Obama como um candidato experiente o suficiente para assumir a Casa Branca aumentou de 40% em março para 48% na pesquisa desta semana.
Já o número de eleitores que vêem McCain como um candidato que se preocupa com as pessoas aumentou sete pontos percentuais desde março e agora chega a 58%.
Contudo, McCain --senador em seu quarto mandato e veterano de guerra-- ainda tem uma grande vantagem sobre Obama --senador em seu primeiro mandato-- no quesito experiência. Quando confrontados os dois prováveis candidatos, 76% dos eleitores escolhem o republicano como aquele com a experiência certa para ser presidente.
Por outro lado, Obama continua liderando o quesito "preocupação com os eleitores". Segundo a mesma pesquisa, 67% dos eleitores respondem que é Obama quem "se preocupa com pessoas como você".
A pesquisa foi conduzida entre 26 e 29 de junho e ouviu 906 eleitores. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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