Mundo
04/07/2008 - 08h50

McCain defende mais muros na fronteira para conter imigração

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato John McCain alertou os mexicanos que os EUA precisam de mais muros na fronteira com o país antes de tentar rever as legislações imigratórias.

Em visita ao México, onde reuniu-se com o presidente Felipe Calderón, McCain defendeu a ampliação do polêmico muro que está sendo construído entre os dois países na tentativa de conter as grandes ondas de imigração ilegal aos EUA.

O assunto é ainda mais polêmico entre os mexicanos e parece controverso em uma viagem planejada por McCain para conquistar o voto dos hispânicos, que representam 9% dos eleitores dos EUA.

Alfredo Guerrero-03jul.08/AP
In this image released by Mexico's Presidential Press Office, Mexico's President Felipe Calderon, right, speaks with Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz. in Los Pinos presidential residence in Mexico City, Thursday, July 3, 2008. (AP Photo/Mexico Presidential Press Office, Alfredo Guerrero)
Provável candidato republicano John McCain se encontra com presidente Felipe Calderón

"Eu acredito que nós precisamos ter uma reforma compreensiva da imigração, o povo americano quer nossas fronteiras seguras antes", disse McCain, durante sua coletiva de imprensa na Cidade do México.

Há um ano, como aponta reportagem do jornal "USA Today", o senador por Arizona foi co-autor de um projeto de lei de reforma imigratória que deu esperanças a milhões de mexicanos vivendo ilegalmente no país. O projeto foi recusado no Congresso e em vez disso os EUA anunciaram uma expansão em suas barreiras na fronteira, medida que não agradou ao governo mexicano.

"Isso exigirá alguns muros, exigirá grades virtuais, exigirá equipamento de alta tecnologia. Nós precisamos assegurar nossa fronteira e depois trataremos sobre uma reforma imigratória compreensiva", disse McCain, na visita ao país vizinho.

Alguns mexicanos criticaram a estratégia. "Que tipo de bom vizinho constrói uma grande parede na sua cara? enquanto houver empregos nos EUA, as pessoas vão encontrar um jeito de chegar lá", disse Salvador Rivera, morador local, citado pelo "USA Today".

Drogas

McCain declarou também seu apoio ao presidente Calderón em sua luta contra o tráfico de drogas.

"McCain reconheceu a liderança que o presidente Calderón tem mantido desde o início de sua administração na luta contra o crime organizado e o narcotráfico, e manifestou seu apoio à cooperação americana, incluindo esforços como a Iniciativa Mérida, para atender a esses desafios", declarou a Presidência mexicana, após encontro entre os dois políticos.

O governo mexicano mobiliza 36 mil soldados, em vários estados do país, para combater o narcotráfico, em uma guerra que já deixou mais de 1.500 mortos em 2008.

Porém, as autoridades mexicanas também reclamam "corresponsabilidade" na luta contra o tráfico de drogas, já que 80% das armas usadas pelos grupos criminosos mexicanos vês dos EUA, maior consumidor de cocaína do mundo.

LM Otero/AP
Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., center, and his wife Cindy McCain listens to Monsignor Diego Monroy Ponce during a visit to the Basilica de Guadalupe in Mexico City, Thursday, July 3, 2008. (AP Photo/LM Otero)
John McCain e sua mulher, CIndy, ouvem monsenhor na Basílica de Guadalupe

McCain iniciou sua visita ao México comparecendo à Basílica da Virgem de Guadalupe, venerada pela maioria dos 12 milhões de mexicanos que vivem nos Estados Unidos.

"Esta é uma importante demonstração de que McCain tem o conhecimento e o respeito pelos católicos, não apenas nos Estados Unidos, mas também para a importante comunidade no México", destacou seu porta-voz, Thucker Bounts.

O provável candidato democrata, Barack Obama, conta atualmente com o apoio de 59% dos eleitores hispânicos, contra apenas 29% para McCain, segundo pesquisa do Instituto Gallup publicada na quarta-feira (2) nos Estados Unidos.

No encontro com Calderón, o republicano reafirmou seu apoio ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta, entre México, EUA e Canadá, ao contrário de Obama, que durante as primárias democratas questionou a validade do tratado.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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