Mundo
04/07/2008 - 08h54

Ingrid Betancourt viaja à França, onde será recebida por Sarkozy

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da Folha Online

A ex-refém das Farc Ingrid Betancourt, libertada na quarta-feira por uma operação de resgate do Exército colombiano, chega nesta sexta-feira acompanhada de seus filhos a Paris, onde será recebida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e sua mulher, Carla Bruni.

O chefe de Estado deve receber Betancourt no aeroporto militar de Villacoublay, arredores de Paris, por volta das 11h (em Brasília), antes de uma recepção no Palácio do Eliseu.

Entrevistada pela radio francesa Europe 1 pouco antes de partir, Betancourt afirmou ter sido vítima de torturas e humilhações durante os seis anos e quatro meses de sua detenção pelas Farc.

Guillermo Legaria/Efe
A ex-refém Ingrid Betancourt dá entrevista coletiva em Bogotá
A ex-refém Ingrid Betancourt dá entrevista coletiva em Bogotá

"Senti que existe a tentação de se entregar a comportamentos demoníacos (...) acho que deve-se conversar uma grande espiritualidade para não cair no abismo", afirmou a ex-refém. "Usei algemas o tempo todo, as 24 horas do dia, durante três anos", acrescentou.

"Houve momentos de grande crise, de grande dureza, de maus-tratos. Havia momentos em que tentavam mostrar outra faceta porque era tão monstruoso que me parece que eles mesmo estavam enojados", completou.

"Quando subi no helicóptero e voamos sobre a selva, disse a mim mesma que os detalhes sórdidos não deveriam ser conhecidos", explicou Ingrid Betancourt.

Emocionada, a ex-refém franco-colombiana encontrou os filhos Melanie y Lorenzo ontem em Bogotá. Eles chegaram em um avião da Presidência da França acompanhados do chefe da diplomacia da França, Bernard Kouchner.

O mesmo avião partiu horas mais tarde e deve chegar à capital francesa durante a tarde desta sexta-feira (horário local). Partiram junto a mãe da política, Yolanda Pulecio, sua irmã Astrid Betancourt, seu marido, Juan Carlos Lecompte, e seu ex-marido Fabrice Delloye.

Israelenses

Também nesta sexta-feira, a imprensa de Israel informa que a operação de libertação dos 15 reféns das Farc contou com a assessoria de especialistas israelenses em segurança. No entanto, a imprensa local ressalta a advertência feita pelos israelenses envolvidos na operação, de que "não se deve exagerar seu envolvimento, pois o crédito pela operação foi da Colômbia", país com o qual Israel vem estreitando seus laços em matéria de segurança nos últimos três anos.

Segundo o diário "Haaretz", a participação israelense na operação de resgate envolveu dezenas de especialistas em segurança e foi coordenada pela empresa Global CST, propriedade do ex-chefe de planejamento do Estado-Maior israelense, general Israel Ziv.

Arte Folha Online/Arte Folha Online
mapa guaviare

"Foi a Operação Entebbe colombiana", disse Ziv, em referência à famosa operação na qual Israel recuperou mais de cem passageiros de um vôo seqüestrados por terroristas em Uganda.

"Ajudamos na preparação para a luta antiterrorista. Participamos do planejamento de operações e estratégias, e do desenvolvimento de suas fontes de inteligência", acrescentou uma fonte da companhia.

A Global CST é uma empresa privada, mas que oferece assessoria em matéria de segurança em parceria com o governo israelense, através da agência do Ministério da Defesa que deve aprovar que militares nacionais possam revelar a experiência adquirida no Exército de Israel.

Os israelenses não tomaram parte na execução da operação, segundo destaca o "Haaretz", mas assessoraram e guiaram as ações, além de terem vendido equipamentos e tecnologia de inteligência.

O "Yedioth Ahronoth", jornal de maior tiragem do país, coincide ao ressaltar que a participação israelense se centrou em "assuntos de inteligência, treinamento e criação de infra-estruturas operativas".

Com France Presse e Efe

Comentários dos leitores
José Vitor (38) 15/10/2009 10h28
José Vitor (38) 15/10/2009 10h28
Título da Folha: "Farc ataca pequeno avião com 15 passageiros a bordo"
Texto da EFE: "Supostos guerrilheiros das Farc..."
Essa Folha de SP não presta mesmo...
sem opinião
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J. R. (1044) 07/10/2009 05h54
J. R. (1044) 07/10/2009 05h54
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Os Estados Unidos dão proteção a terroristas. A 33 anos Luis Posada Carriles foi o responsável pela bomba que derrubou o avião de passageiros de Cuba, matando 72 pessoas. Sistematicamente os USA tem se recusado a Cuba em extraditá-lo, mas agora é a Venezuela que faz coro à punição do terrorista. Isso lembra o episódio do líbio que a Escócia libertou recentemente, sob protestos dos USA, envolvido na explosão a bordo do avião da Lockerbie, que cumpriu a maior parte da sentença de 27 anos. A lei internacional que vale para os Estados Unidos não é a mesma lei internacional que eles aceitam para o mundo. Isso é prevaricação, viva o TPI, é o melhor que temos. Mesmo que eles não reconheçam seus terroristas, também terão que protegê-los em seu território, sabendo que não poderão sair de lá ou serão presos. Ficaria feliz em saber que algum dia o TPI condenará o neto de banqueiro da União Federal chamado George W. Bush, o açougueiro nazista.
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212 opiniões
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J. R. (1044) 04/10/2009 15h17
J. R. (1044) 04/10/2009 15h17
Lula lá 3° tempo, os votos estão garantidos, só falta remover o entulho da frente. Voto não faltará, a questão é conter os "revoltosos", apenas um "aumento" de salário resolve. 1 opinião
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