Mundo
05/07/2008 - 09h24

Em ofensiva, tropas da coalizão matam 34 no Afeganistão; 22 eram civis

da Folha Online

atualizado às 10h14

Ao menos 12 supostos talibãs e 22 civis morreram durante uma ofensiva aérea das tropas da coalizão multinacional liderada pelos EUA na Província do Nuristão, no leste do Afeganistão, segundo informações deste sábado do comando militar americano e de fontes oficiais do Afeganistão.

Segundo comunicado do Exército americano, um grupo de insurgentes disparou na sexta-feira contra as posições das tropas terrestres da coalizão. As tropas pediram que os moradores locais deixassem a região imediatamente para repelir ao ataque. Entretanto, segundo fontes do governo afegão, o bombardeio aéreo foi iniciado enquanto os civis ainda deixavam seus lares.

Os insurgentes entraram em dois veículos para tentar fugir do local e helicópteros militares lançaram a ofensiva aérea na qual os automóveis ficaram completamente destruídos.

"Eles eram combatentes. Eram pessoas que estavam atirando em nós", disse o porta-voz americano da coalizão, Nathan Perry.

Civis

Fontes oficiais afegãs informaram que pelo menos 22 civis, entre eles uma mulher e uma criança, morreram no bombardeio.

O governador da Província afegã, Tamim Nuristani, afirmou, segundo a rede CNN, que 22 civis foram mortos no Nuristão.

"Esta tarde [sexta-feira] 22 civis foram atingidos por ataques aéreos", disse o governador por telefone. Os corpos dos 22 civis foram levados a um hospital da província, segundo Nuristani. Outras sete pessoas ficaram feridas.

As tropas da coalizão liderada pelos EUA, que atuam independente das forças da Otan, são fundamentalmente americanas e estão sob comando direto de Washington, mas, entre suas filas, também há alguns soldados britânicos e franceses, entre outros.

Os combates entre as forças internacionais e afegãs e a insurgência taleban são constantes, especialmente no sul do Afeganistão, onde predomina a etnia pashtun, dos talebans.

Mais de 1.600 pessoas morreram este ano por causa da violência no Afeganistão.

com CNN e France Presse

 

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