Presidentes chegam à Cúpula do G8 no Japão em meio a crises e protestos
da France Presse
Os dirigentes do G8 (grupo dos países mais industrializados do mundo mais a Rússia) chegam neste domingo a Toyako, no Japão, para a cúpula que começa nesta segunda-feira, que vai discutir entre outros assuntos a crise econômica e a luta contra o aquecimento climático do planeta.
A Cúpula do G8 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Rússia, Grã-Bretanha, Itália e Japão) vai até quarta-feira, perto do lago Toya, que fica a 150km da cidade de Sapporo, onde estão reunidos milhares de manifestantes contra a globalização. Quatro pessoas, entre elas um cinegrafista, foram detidas neste domingo em incidentes, indicou a polícia.
O presidente americano, George W. Bush, e seu colega russo, Dmitri Medvedev, que participa pela primeira vez na Cúpula do G8, foram dois dos primeiros dirigentes a chegar ao local do encontro, um hotel de luxo à beira do lago Toya na ilha de Hokkaido, no norte do Japão. Eles foram recebidos pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.
O G8 se reúne no momento em que a economia dos países industrializados vive um período de forte desaquecimento provocado pela alta dos preços do petróleo e dos alimentos e as conseqüências da crise financeira que abala os Estados Unidos e a Europa.
"No que se refere ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, que têm um impacto negativo sobre a economia mundial, concordamos que é preciso fazer esforços urgentes neste sentido", destacou Fukuda numa entrevista à imprensa ao lado do presidente americano.
Sobre a economia mundial, Bush reafirmou a política do "dólar forte" dos EUA, apesar de a moeda estar caindo em relação a outras moedas. No entanto, ele reconheceu que a economia americana não anda tão bem quanto os dirigentes americanos gostariam.
O presidente americano afirmou ainda que os EUA vão desempenhar um papel "construtivo" na redução das emissões de dióxido de carbono, responsáveis pela mudança climática, mas advertiu que todo esforço deve incluir a China e a Índia.
"Serei construtivo", disse Bush após se reunir com o premier japonês, Yasuo Fukuda, mas "não vamos resolver o problema" a menos que estes dois gigantes emergentes participem em um acordo a longo prazo, indicou.
Na ocasião, Fukuda anunciou que participará da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim em agosto. O presidente americano, por sua vez, confirmou sua presença, dizendo que não participar do evento seria uma "afronta" à China. A China, que não faz parte do G8, foi convidada a participar da reunião em Toyako, na pessoa de seu presidente, Hu Jintao.
De acordo com informações das agências russas de notícias, o presidente russo, Dmitri Medvedev, pedirá segunda-feira a Bush, em conversa paralela à Cúpula, que cumpra suas promessas sobre o escudo antimísseis para tranqüilizar Moscou.
Medvedev abordará igualmente com Bush a questão do tratado de redução de armas estratégicas (Start) no qual a Rússia espera avançar antes que Bush deixe a Casa Branca, em janeiro, indicou o conselheiro da presidência, Serguei Prikhodko, citado pelas agências russas.
"Esperamos que a reunião de Toyako dê mais um impulso aos negociadores americanos para que se conscientizem realmente de nossas preocupações", acrescentou.
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