Obama culpa mídia por polêmica sobre seus planos para o Iraque
colaboração para a Folha Online
O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama culpou os repórteres norte-americanos por toda a polêmica gerada em torno de sua posição sobre a Guerra do Iraque.
"Fico surpreso de ver como cada palavra foi medida milimetricamente. Eu não disse nada de novo, nada que não havia dito há um ano, quando era senador", afirmou Obama, em entrevista a repórteres no avião de campanha.
Obama, que ainda é senador por Illinois, disse ainda neste sábado que seu plano para acabar com o conflito --que já entra em seu sexto ano-- não mudou e que está "perplexo" pela grande repercussão de sua declaração, feita na semana passada, de que poderia rever sua proposta de retirada de tropas norte-americanas do Iraque depois da viagem já agendada ao país.
"Para mim, dizer que vou aperfeiçoar minhas políticas não é inconsistente de maneira nenhuma com declarações anteriores e não muda minha visão estratégica de que esta guerra tem de terminar e que vou dar um fim a ela como presidente", disse Obama.
O comentário gerou críticas da esquerda e da direita, com os republicanos dizendo que mostrava como Obama está despreparado para lidar com a questão do Iraque.
"Fiquei um tanto perplexo pelo frenesi que causei com uma declaração que, a meu ver, era bem inócua", disse ele, enquanto viajava de Montana para Saint Louis. "Estou absolutamente comprometido a dar um fim à guerra. Vou convocar os chefes de Estado-Maior das Forças Armadas e dar a eles uma nova tarefa: dar um fim à guerra."
Embora não seja mais o principal tema na mente dos eleitores norte-americanos (pesquisas indicam que a economia está no topo das preocupações), a Guerra do Iraque é um dos assuntos mais marcantes da disputa presidencial deste ano.
O democrata Obama mostrou-se, desde a campanha das primárias democratas, contrário ao conflito e prometeu trazer as tropas de combate assim que chegar à Casa Branca. Já seu rival republicano, John McCain, defende o sucesso do conflito e a necessidade de manter tropas de controle no país por tempo indeterminado.
O senador democrata disse também que não errou na escolha de palavras ao descrever a questão do Iraque, mas convocou, poucas horas depois da declaração inicial, uma outra coletiva de imprensa, para esclarecer sua posição.
"Se observarem nossa posição, verão que é muito consistente", disse ele. "Estou resoluto na minha convicção de que isso foi um erro estratégico e que esta guerra tem de terminar. Será um erro estratégico ainda maior continuar uma ocupação indefinida, do tipo que John McCain prometeu", disse, retomando o discurso crítico sobre o rival.
Obama disse que sua disposição em considerar as mudanças em campo e as ramificações em potencial da retirada revelam um contraste absoluto com a posição do impopular presidente George W. Bush --cuja imagem, ele quer associar com a de McCain, alegando que o senador republicano representa um "terceiro mandato" de Bush.
Com Reuters e Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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