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07/07/2008 - 08h25

Conservadores querem impedir que McCain mude plataforma partidária

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colaboração para a Folha Online

A ala mais conservadora do Partido Republicano está se preparando para disputar com os aliados do provável candidato à Casa Branca John McCain para impedir que as idéias mais liberais do senador sejam incluídas na declaração de princípios republicana.

Estes ativistas são declaradamente contrários a algumas medidas apoiadas na plataforma presidencial de McCain, como combate ao aquecimento global, permissão do estudo com células-tronco e reforma das leis de imigração.

Embora McCain não tenha assinalado se planeja efetivamente mudar a plataforma republicana, muitos conservadores dizem temer as revisões da declaração que podem surgir no texto atual, que reflete as políticas e os princípios do atual presidente George W. Bush, indica reportagem do jornal "Washington Post". Veja a íntegra, em inglês

"Não há forma de evitar a antecipação do que vai acontecer. Todo mundo sabe que McCain diverge nestes assuntos", disse Jessica Echard, diretora-executiva do conservador "Eagle Forum".

"Nós todos estamos esperando porque nós simplesmente não sabemos como ele vai resolver esta questão", disse ao "Post", sobre a mudança que deve acontecer nos dias da Convenção Nacional Republicana, entre 1° e 4 de setembro, quando McCain oficializa sua candidatura.

Embora as idéias tidas como demasiadamente "liberais" possam garantir a McCain uma boa votação entre independentes e moderados, elas têm prejudicado seu apoio entre a ala mais tradicional do partido. Este apoio foi crucial para as duas candidaturas de Bush e garante não apenas o endosso político, mas grandes somas de doações à campanha.

Nas primárias, que McCain conquistou cedo, ainda no início de março, o senador destacou suas propostas conservadoras. Agora, com um eleitorado muito maior a ser conquistado, prefere investir em uma imagem mais moderada e conseqüentemente mais afastada do impopular Bush.

Justamente para fortalecer as diferenças entre sua candidatura e o mandato de Bush --um tema que é constantemente escrutinado pelo seu rival democrata--, McCain efetuaria as mudanças na declaração republicana. Segundo o "Post", das cem páginas do texto apenas nove não citam o nome do atual presidente, o que indica que todo o texto teria que ser reescrito para apagar as marcas de Bush.

E uma mudança tão ampla é o que preocupa esta ala mais conservadora. McCain "está realmente em desacordo com a forte maioria deste partido", disse Myron Ebell, diretor de energia e política de aquecimento global da Competitive Enterprise Institute, que se opõe às propostas do senador para o tema ambiental.

"Ele pode conseguir o que quer. E ele pode efetivamente conseguir mudar, Mas eu não acho que isso o deixará bem com muitos republicanos", avalia.

Disputa

E para garantir que um possível novo mandato republicano não saía demais da linha conservadora do partido, muitos destes políticos irão para a convenção com o objetivo único de manter o tom da declaração de princípios.

Colleen Parro, diretora-executiva da Coalizão Nacional Republicana, disse que o grupo "causará problemas" se McCain e seus aliados tentarem mudar o texto.

Membros do Comitê Nacional Republicano e da campanha de McCain dizem que o presidenciável tem muito em comum com os conservadores. Eles dizem que suas conversas com o grupo sugerem que não haverá uma batalha de forças na convenção.

"Nós estamos confiantes que estes processo produzirá uma plataforma que todos os republicanos apoiaram de maneira entusiasmada", disse Joe Pounder, porta-voz da campanha republicana. "nosso partido está unido e nós continuaremos trabalhando juntos para eleger John McCain em novembro", completou.

Ebell disse ao "Post" que McCain deve tomar cuidado com as mudanças na plataforma republicana. "Ele atrai muitos eleitores no meio, mas se ele forçar em todos estes assuntos --financiamento de campanha, imigração, questão energética e aquecimento global, ele deve manter muitas pessoas em casa no dia da eleição", alerta.

Neste ano de ineditismos, não é apenas o partido democrata que terá que se esforçar para mostrar união em torno de seu candidato.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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