Israel fecha ONGs supostamente ligadas ao Hamas na Cisjordânia
da Efe, em Ramala
O Exército israelense fechou nesta segunda-feira os escritórios de quatro ONGs palestinas na cidade de Nablus, na Cisjordânia, por entender que elas pertencem à infra-estrutura do movimento extremista islâmico Hamas, informaram fontes humanitárias e de segurança palestinas.
Os militares confiscaram computadores e dinheiro das quatro ONGs: a Caridade dos Órfãos, o Clube Solidário de Caridade, a Escola Islâmica para Meninas de Rafedia e o Dispensário Médico de At Tadamun, situado na mesquita de Rawda.
| Arte Folha Online |
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O diretor da At Tadamun, o médico Hafiz Asder, afirmou para a imprensa que todos os meios do estabelecimento foram destruídos pelos soldados, que levaram o dinheiro que havia na caixa registradora, cerca de US$ 5.000.
Asder negou a acusação de que a clínica pertença ao Hamas, declarado grupo terrorista em Israel, e afirmou que o dispensário foi fundado em 1977, muito antes de o Hamas existir.
As forças israelenses também entraram ontem à noite na direção do Ministério de Doações em Nablus, afirmou a agência de notícias palestina independente Maan.
O Exército israelense realizou operações deste tipo este ano em cidades como Kalkilia e Ramala, mas pensa em expandi-las para outras regiões da Cisjordânia, para acabar com as fontes de financiamento do Hamas neste território, informa o jornal israelense "Haaretz".
Horas depois da operação, o escritório de informação do governo israelense anunciou em comunicado que o ministro da Defesa, Ehud Barak, assinou recentemente uma ordem para proibir, em Israel, 36 fundos internacionais, por estes "fazerem parte da rede de financiamento do Hamas".
A medida, "a maior e mais ampla" deste tipo já aprovada por Israel, ataca o financiamento de organizações de caridade que pertencem ao movimento islâmico e a União do Bem, sua "organização de fundações ao redor do mundo, principalmente na Europa e nos países do golfo Pérsico", acrescenta.
"A ordem ilegaliza um grande número de organizações ativas no exterior responsáveis por arrecadar grande soma de dinheiro para as atividades do Hamas em Judéia, Samaria (Cisjordânia) e Gaza", afirma o governo israelense.
O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, classificou a medida como "crime contra a humanidade", alegando que os centros que "servem a todos os setores da comunidade palestina, principalmente famílias pobres, órfãos e parentes de mártires da ocupação israelense".
"A decisão é imoral" e faz parte de "um plano programado da ocupação israelense para arrancar pela raiz o Hamas de Gaza e da Cisjordânia", comentou Barhum.
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