Mundo
07/07/2008 - 12h18

Obama culpa "velha" Washington por problemas econômicos dos EUA

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata Barack Obama culpa Washington pelos problemas econômicos vividos pelos EUA e afirma que seu rival republicano, John McCain, não trará mudança no cenário de desemprego e alto preço dos combustíveis.

Tanto Obama quanto McCain retomam nesta semana o discurso econômico, um tema que as pesquisas apontam como o de maior preocupação dos eleitores.

Em discurso preparado para a Carolina do Norte, Obama reitera seu discurso por uma nova política. "Não funcionou, não funcionará e é hora de tentar algo novo", diz, segundo trechos de seu discurso divulgados à imprensa.

Os dois presidenciáveis querem passar a mensagem de que sabem quais são os problemas dos eleitores e que trabalharão diretamente para ajudá-los.

Na Carolina do Norte, Obama lamenta as perdas de empregos e o fechamento de empresas. "Para milhões de famílias, estas preocupações de todos os dias e as ansiedades cresceram consideravelmente em relação ao ano passado", diz.

Ele aproveita para criticar McCain e associá-lo ao impopular presidente George W. Bush. "Enquanto nosso mundo e nossa economia mudaram, somente Washington ficou parado. O progresso que nós fizemos durante os anos 90 foi rapidamente revertido por uma administração com uma única filosofia que é tão velha quanto mal orientada: recompense não trabalho, não o sucesso, mas puramente riqueza", disse Obama, que argumenta que as políticas de Bush privilegiam grandes corporações e multimilionários.

Segundo os trechos divulgados, Obama diz que a estratégia falhou nos últimos anos e que McCain oferece "exatamente o que o George W. Bush fez nos últimos anos".

Obama critica ainda McCain por dizer que o país fez grandes progressos econômicos sob a administração atual. "Ele acredita que estamos no caminho certo", diz.

"Eu não ficarei aqui e fingirei que nós podemos ou devemos desfazer as transformações econômicas que tiveram lugar nas últimas décadas", disse Obama. "Há empregos que não serão recuperados e este mundo sempre será mais competitivo. Mas eu acredito que se todos nós estivermos dispostos a dividir os fardos e os benefícios desta nova economia, então todos nós prosperaremos, completa.

Convenção

Durante a viagem de Obama à Carolina do Norte, sua equipe de campanha e o COmitê Democrata Nacional anunciaram uma mudança de planos para a convenção Nacional do Partido, quando Obama oficializa sua candidatura.

Eles disseram que Obama aceitará a nomeação na última noite da convenção, diante de 76 mil pessoas, no estádio de futebol de Denver.

A convenção será realizada entre 25 e 28 de agosto.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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