Mundo
07/07/2008 - 15h04

McCain propõe cortes de impostos e livre-comércio para melhorar economia

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain começa a semana com um grande discurso sobre economia no qual reconhece a queda nos índices de emprego dos EUA e promete que ajudar a resolver a crise econômica cortando taxas, encorajando o livre-comércio e construindo usinas nucleares.

Mais de 400 mil empregos foram perdidos desde dezembro, disse, acrescentando que "americanos estão preocupados com a segurança no emprego e que eles, seus filhos e seus vizinhos possam não achar bons empregos e novas oportunidades no futuro".

Com o tema no topo das preocupações dos eleitores, a economia volta ao centro da campanha presidencial com uma disputa acirrada entre os prováveis candidatos para conquistar a confiança --e o voto-- dos eleitores.

Para McCain, a crise econômica vivida sob a administração do atual e impopular presidente George W. Bush é um desafio ainda maior. Ele tem que adotar uma política econômica diferente da atual, mas sem criticar demasiadamente as conquistas do colega republicano.

Para isso, no seu discurso, em Denver, McCain tenta focar nas propostas e ações para resolver os problemas, em vez de discutir suas origens.

"Os americanos estão preocupados com a segurança no emprego e que eles, seus filhos e seus vizinhos possam não achar bons empregos e novas oportunidades no futuro", diz McCain, segundo trechos divulgados à imprensa.

O senador cita ainda uma lista de propostas já anunciadas previamente que, segundo ele, são mais adequadas para ajudar a economia que os planos do seu rival democrata, Barack Obama.

"Eu dobrarei a dedução de impostos para cada dependente de US$ 3.500 para US$ 7.000", promete McCain. Ele também cita planos para diminuir impostos estaduais, proposta criticada pelos democratas por, segundo eles, se aplicar apenas a uma parte dos norte-americanos.

Na lista de reduções tributárias de McCain estão também um crédito restituível de US$ 2.500 para indivíduos e US$ 5.000 para famílias que comparem um plano de saúde privado.

Em meio a críticas aos planos econômicos de Obama --que prejudicariam pequenos empresários e reduziriam a criação de postos de trabalho--, McCain ressaltou seu apoio ao livre-comércio. "É positivo para todo mundo", diz.

McCain viajou na semana passada para a Colômbia e o México onde discutiu, com os presidentes das nações, o atual comércio com os EUA. Ele falou de sua proposta, caso seja eleito presidente, de criar --com a Colômbia-- e intensificar --com o México-- acordos comerciais bilaterais.

O tema causa polêmica entre os eleitores. Muitos operários apontam os acordos comerciais como a causa do fechamento de fábricas e a perda der milhares de empregos na indústria. Em seu discurso, McCain promete ajudar estes trabalhadores que perderam emprego.

Energia

No discurso, McCain deve voltar a falar de suas propostas para a questão energética, outro tema recorrente na campanha com o aumento consecutivo do preço do combustível.

Ele ressalta sua proposta para a criação de 45 usinas nucleares que "criarão mais de 700 mil bons empregos para construí-las e operá-las".

Em uma entrevista nesta segunda-feira, na rede de televisão CBS, a conselheira de McCain para assuntos econômicos, Carly Fiorina, falou sobre os planos de McCain para aquecer a economia a curto prazo.

"Tornar mais fácil para pequenos empresários contratar e crescer e isso é crítico porque pequenos negócios representam o lado da economia que ainda está criando empregos", disse Carly, ex-diretora da Hewlett-Packard. "Pequenos negócios são o motor do crescimento nesta economia", disse ainda.

Obama

Em discurso preparado para a Carolina do Norte, o democrata Obama aborda a economia e reitera seu discurso por uma nova política. "Não funcionou, não funcionará e é hora de tentar algo novo", diz, segundo trechos de seu discurso divulgados à imprensa.

O senador lamenta as perdas de empregos e o fechamento de empresas. "Para milhões de famílias, estas preocupações de todos os dias e as ansiedades cresceram consideravelmente em relação ao ano passado", diz.

Ele aproveita para criticar McCain e associá-lo a Bush. "Enquanto nosso mundo e nossa economia mudaram, somente Washington ficou parado. O progresso que nós fizemos durante os anos 90 foi rapidamente revertido por uma administração com uma única filosofia que é tão velha quanto mal orientada: recompense não trabalho, não o sucesso, mas puramente riqueza", disse Obama, que argumenta que as políticas de Bush privilegiam grandes corporações e multimilionários.

Segundo os trechos divulgados, Obama diz que a estratégia falhou nos últimos anos e que McCain oferece "exatamente o que o George W. Bush fez nos últimos anos".

"Eu não ficarei aqui e fingirei que nós podemos ou devemos desfazer as transformações econômicas que tiveram lugar nas últimas décadas", disse Obama. "Há empregos que não serão recuperados e este mundo sempre será mais competitivo. Mas eu acredito que se todos nós estivermos dispostos a dividir os fardos e os benefícios desta nova economia, então todos nós prosperaremos", completa.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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