Israel exuma corpos para troca de presos com Hizbollah
da Folha Online
O Exército de Israel começou nesta segunda-feira a exumação de cadáveres para a troca de prisioneiros e corpos acordada com o grupo radical xiita Hizbollah, confirmada hoje pelo governo israelense.
Israel assinou o acordo de troca de prisioneiros com o grupo libanês, de acordo com comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert. O documento afirma que o acordo foi assinado na presença de um representante da ONU e que a implementação do texto depende de passos futuros, mas não os especifica. Membros do Hizbollah não comentaram o acordo.
| Arte Folha Online |
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Oficiais militares israelenses afirmaram que a troca deve ocorrer entre 13 e 16 de julho.
No cemitério para os mortos inimigos de Amiad, na Alta Galiléia, os rabinos do Exército começaram hoje a desenterrar os corpos, que serão entregues ao Hizbollah no posto fronteiriço de Rosh Hanikra, informaram fontes ligadas à Defesa.
Israel irá entregar ao grupo islâmico o detido Samir Kantar, que está preso devido a um ataque no norte de Israel em 1979. Além dele, serão entregues outros quatro prisioneiros do Hizbollah e dezenas de corpos de soldados.
Em troca, Israel vai receber os dois soldados capturados pelo Hizbollah --Ehud Goldwasser e Eldad Regev-- em um ataque na fronteira entre o Líbano e Israel que iniciou uma guerra de 34 dias em 2006.
| AP |
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| Imagens dos israelenses seqüestrados pelo Hizbollah; não há certeza se eles estão vivos |
O primeiro-ministro Ehud Olmert já havia afirmado que os dois soldados estão mortos antes da aprovação do acordo, mas o líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah --que proibiu a visita da Cruz Vermelha aos soldados e não deu nenhum sinal de que eles estejam vivos-- chamou a declaração de especulação.
O prisioneiro mais importante para o Hizbollah, Kantar, foi condenado à prisão perpétua por vários crimes, entre eles um dos piores ataques da história de Israel: o assassinato de um policial e de um civil israelense na frente de sua filha de 4 anos, antes de matá-la por espancamento. Kantar nega ter matado a criança.
Nesta segunda-feira, a família do policial apelou à Suprema Corte de Israel para bloquear a troca, mas a corte não deve intervir no acordo do primeiro-ministro.
Com Efe e Associated Press
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