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08/07/2008 - 08h00

Obama lidera e McCain perde votos para candidato libertário, aponta pesquisa

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain enfrenta o desafio de conquistar os votos mais conservadores do partido que, segundo pesquisa Zogby, vão em parte para o candidato libertário à disputa, Bob Barr.

O democrata Barack Obama mantém a liderança desde o início da conquista da nomeação, mas com margens menores, 44% contra 38% das intenções de voto para McCain, 6% para Barr, um ex-republicano, e apenas 2% para o candidato independente Ralph Nader.

"Bob Barr pode realmente prejudicar as chances de John McCain. McCain não pode arcar com o número de conservadores que preferiram Barr", disse John Zogby, diretor do instituto.

Molly Riley-5.abr.2008/Reuters
Ex-republicano Bob Barr é o candidato do Partido Libertário à Presidência dos EUA
Ex-republicano Bob Barr é o candidato do Partido Libertário à Presidência dos EUA

O candidato libertário, um partido pequeno que costuma obter menos de 5% dos votos nacionais, recebe o apoio de 7% dos eleitores que se identificam como conservadores ou muito conservadores. Entre os que se identificam como libertários, ele conquista 43% e 11% dos independentes --um grupo crucial nas eleições destes ano.

Embora conquiste a maioria dos votos conservadores, 74%, os votos "perdidos" para Barr simbolizam uma das maiores preocupações da campanha de McCain. Visto como liberal por sua postura em assuntos como células-tronco e imigração, o senador por Arizona enfrenta grandes dificuldades em conseguir o apoio dos colegas da ala mais conservadora --a mesma que apoiou o atual presidente George w. Bush em massa.

Esta ala do Partido Republicano está se preparando para disputar com os McCain para impedir que suas idéias mais liberais sejam incluídas na declaração de princípios republicana.

Embora McCain não tenha assinalado se planeja efetivamente mudar a plataforma republicana, muitos conservadores dizem temer as revisões da declaração que podem surgir no texto atual, que reflete as políticas e os princípios do atual presidente.

Reuters
Barack Obama/John McCain
Democrata Barack Obama continua na liderança da disputa presidencial com seis pontos a mais que o republicano John McCain

Mesmo diante da disputa interna, McCain conquista 75% do voto republicano.

Já Obama tem um apoio ainda maior dentro do próprio partido, 83% dos democratas disseram votar no senador por Illinois. Entre os independentes, sua margem nas intenções de voto também é maior, 39% contra 31% de McCain.

"Mesmo que haja muita conversa sobre a recente ênfase de Obama nas posições centristas, ele consegue escapar com isso nestes dias de cão da campanha", disse Zogby, sobre o verão norte-americano quando os eleitores entram de férias e diminui a atenção na disputa presidencial.

"McCain terá que se mover ao centro porque agora Obama está ganhando entre os independentes. Mas tem um outro ponto para McCain: Bob Barr tem uma parte dos votos conservadores e está prejudicando-o em vários Estados", avalia zogby.

Votos eleitorais

Na disputa pelos votos eleitorais em 4 de novembro, o instituto também coloca Obama a frente, com 273 contra 160 de McCain e outros 105 indecisos. Como são necessários 270 votos eleitorais para ganhar as eleições dos EUA, este cenário aponta Obama como vencedor por uma pequena margem, mas mostra também que há muito em jogo nestes quatro meses finais de campanha presidencial.

Segundo a sondagem, nem Obama nem McCain conquistam a maioria absoluta de visão favorável entre os eleitores. O senador democrata é visto de maneira positiva por 49,7% dos entrevistados, enquanto o veterano McCain tem uma porcentagem de aprovação pouco menor, 43,2%.

"Obama está no banco do motorista agora, especialmente onde realmente conta --nos votos eleitorais", diz Zogby.

A pesquisa online consultou 46.274 eleitores, entre os dias 11 e 30 de junho e tem margem de erro de 0,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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