Mundo
08/07/2008 - 10h28

Líder iraniano pede ao próximo presidente dos EUA que conserte imagem do país

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da Efe, em Kuala Lumpur

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu ao próximo presidente dos EUA que conserte a imagem internacional norte-americana através do respeito à justiça e aos direitos humanos.

Ele acusou os EUA --e Israel-- de fazerem "propaganda e guerra psicológica" contra a República Islâmica e disse que o atual governo norte-americano "perdeu seu prestígio e o da América aos olhos dos outros povos do mundo".

Para reparar este dano causado pelo atual presidente, George W. Bush, o próximo presidente dos EUA precisará de pelo menos 30 anos, disse o presidente iraniano, em entrevista coletiva.

O líder iraniano disse que Washington precisa reparar sua imagem mediante uma nova e renovada aposta na "justiça, nos atos humanitários e no respeito aos seres humanos".

Os Estados Unidos realizam eleições presidenciais em novembro, nas quais o provável candidato democrata, Barack Obama, enfrentará o republicano, John McCain.

Obama aposta em uma proposta de diálogo aberto com inimigos tradicionais dos EUA, posição que olhe rendeu duras críticas republicanas. Ele é favorável a negociação diretamente com Teerã para que o Irã suspenda seu programa nuclear, assim como os EUA já fizeram com a Coréia do Norte. Contudo, diante das críticas, negou que conversará abertamente com Ahmadinejad, sem nenhuma exigência prévia.

Ahmadinejad está em Kuala Lumpur para participar da cúpula do D8, grupo de oito países islâmicos em vias de desenvolvimento, integrado por Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Malásia, Nigéria, Paquistão e Turquia.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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